PROPOSTA DE TEMAS

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Até 15 de Setembro de 2016 o AzLab abre um período de proposta de temas!

Se tiver sugestões de temas que lhe interessem ver debatidos, de pessoas que gostasse de ouvir ou sugestões relacionadas com a sua própria investigação na área do azulejo, envie-nos a sua proposta para o e-mail (az.lab.blog [@] gmail.com). A mesma será analisada pela equipa do AzLab com o objectivo de a integrar na programação do ano de 2017.

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Imagem: © Inês Aguiar

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CALL FOR THEMES


Until September the 15th, 2016 the AzLab opens a period of call for themes!

If you have suggestions of themes that you would like to see discussed, of people you would like to hear or suggestions related with your own research within the azulejo, send us your proposal to the e-mail (az.lab.blog [@] gmail.com). The proposals will be analyzed by the AzLab team with the aim of integrating them in the programming of 2017.

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Image: © Inês Aguiar

 

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Com os miradouros de Lisboa encerra-se mais um ciclo de seminários AzLab, que serão retomados em Outubro, com o AzLab#25. A partir do início de Setembro retomaremos também a actividade do blogue, divulgando a sessão inicial desta nova temporada e dinamizando os conteúdos respectivos.

Para já, podemos adiantar que, nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro, o AzLab abordará temas relacionados com as fontes de inspiração do azulejo, a relação do azulejo com as outras artes e destacará alguns artistas contemporâneos ligados à azulejaria portuguesa. Não percam e continuem a seguir-nos!

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With the viewpoints of Lisbon we close one more cycle of sessions of AzLab, that will return in October with the AzLab#25. In September we will also resume the blog activity, with the announcing of the first session of the new season and the dynamization of its respective contents.

For now, we can say that, in October, November and December, the AzLab will address themes related to sources of inspiration of the azulejo, the relationship between the azulejo and the other arts and it will highlight some contemporary artists linked to the Portuguese Azulejo. Do not miss it and continue to follow us!

OLHAI LISBOA A CORES

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Resumo
O AzLab#24, intitulado Olhai Lisboa a Cores, teve como convidados Tiago Borges Lourenço, Helena Lopes e Carla Garvão, e contou com a moderação de Rui Matos.

Dando início à sessão, Tiago Borges Lourenço apresentou várias vistas de Lisboa, aplicadas na cidade, em locais tão diferenciados como restaurantes, hotéis ou miradouros, agrupando-as em três categorias diferentes: interpretações de autor, vistas antigas e vistas modernas. Deixou para o final o conjunto de cinco leitores panorâmicos concebidos por Fred Kradolfer para quatro miradouros de Lisboa: São Pedro de Alcântara (1961), Castelo de São Jorge (1963), Senhora do Monte (1963 e 1965) e Monte Agudo (1965).

Por sua vez, Helena Lopes abordou a intervenção nestes leitores panorâmicos, por parte da Câmara Municipal de Lisboa, que ainda está a decorrer, destacando questões como a importância de restaurar todos os painéis e não apenas um, a investigação que foi feita para conhecer melhor este conjunto e todos os factores que foram tidos em conta para a elaboração do caderno de encargos. Antes dos painéis de Fred Kradolfer haviam sido também intervencionados os azulejos do Miradouro de Santa Luzia, cujo prolongamento (2ª fase) está previsto para 2017.

De seguida, Carla Garvão, a responsável pela intervenção de conservação e restauro, referiu-se às principais causas de degradação dos azulejos, entre as quais os factores climatéricos e humanos, a posição dos painéis (inclinados de forma a serem consultados com mais comodidade) e a movimentação das estruturas onde estão aplicados (placas de pedra). A convidada mencionou também as várias etapas pelas quais os painéis irão passar, sendo que, com excepção do leitor panorâmico do Castelo de São Jorge (com preenchimento das lacunas de vidrado em tonalidades próximas), todos assentam nos mesmos critérios de intervenção, optando-se pela reintegração cromática para o preenchimento de lacunas.

Seguiu-se o período de debate, moderado por Rui Matos, que convidou Rosário Salema de Carvalho para se juntar aos convidados. A animada conversa que se seguiu abordou múltiplos aspectos dos quais destacamos a forma como os habitantes locais vivenciam a recuperação e a “devolução” à cidade dos miradouros, algumas opções de intervenção, a necessidade de documentar, sinalizar e comunicar a obra, assim como comparações com outras vistas de Lisboa.

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LOOK AT LISBON IN COLOUR


Session Overview
The AzLab#24, entitled Look at Lisbon in Colour, had as guests Tiago Borges Lourenço, Helena Lopes and Carla Garvão, and was moderated by Rui Matos.

First, Tiago Borges Lourenço presented several views of Lisbon, applied in the city, in places as different as restaurants, hotels or viewpoints, grouping them into three different categories: interpretations of the author, ancient views and modern views. Tiago left for the end the set of five panoramic readers designed by Fred Kradolfer for four viewpoints of Lisbon: São Pedro de Alcântara (1961), Castelo de São Jorge (1963), Senhora do Monte (1963 e 1965) and Monte Agudo (1965).

Helena Lopes talked about the intervention in these panoramic readers, by the Lisbon City Council, which is still ongoing. She highlighted issues such as the importance of restoring all panels and not just one, the research that has been done to better understand this set and all factors that were taken into account in the preparation of the contract specifications. Before the panels of Fred Kradolfer, the azulejos of the Santa Luzia Viewpoint were also intervened, whose extension (2nd phase) is planned for 2017.

Responsible for the intervention of conservation and restoration, Carla Garvão referred the major causes of degradation of the azulejo, including climacteric and human factors, the position of the panels (tilted in order to be consulted with more convenience), and the movement of structures where the panels are applied (stone plates). Carla also mentioned the various steps by which the panels will go through, being that, with the exception of the panoramic reader of the Castelo de São Jorge (with filling of glazed gaps in nearby tonalities), all are based on the same criteria for the intervention, opting for a chromatic reintegration to fill the gaps.

There was a debate period, moderated by Rui Matos who invited Rosário Salema de Carvalho to join the guests. The lively discussion that followed addressed many aspects of which we highlight the way how the locals experience the recovery and the “return”of the viewpoints to the city, some options of intervention, the need to document, signal and communicate the work, as well as the comparison with other views of Lisbon.

OLHAI LISBOA A CORES

8 de Junho de 2016 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | sala 2.1

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Intervenções de conservação e restauro nos miradouros.

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LOOK AT LISBON IN COLOUR


June 8,
 2016 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 2.1

Interventions of conservation and restoration in the viewpoints.

OLHAI LISBOA A CORES

 

8 de Junho de 2016 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | sala 2.1

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Vistas de Lisboa na azulejaria dos miradouros.

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LOOK AT LISBON IN COLOUR


June 8,
 2016 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 2.1

Views of Lisbon on the azulejo of the viewpoints.

OLHAI LISBOA A CORES


8
 de Junho de 2016 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | sala 2.1

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Para o AzLab#24 é indispenável a leitura do artigo de um dos convidados – Tiago Borges Lourenço – sobre Pequenas (e Grandes) Vistas de Lisboa. Aqui fica o link.

Referência completa:
LOURENÇO, Tiago Borges – Pequenas (e Grandes) Vistas de Lisboa. A cidade na azulejaria contemporânea. Rossio. Estudos de Lisboa. Lisboa. 5 : Gabinete de Estudos Olisiponenses / Câmara Municipal de Lisboa. (2015), pp. 238-253.

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LOOK AT LISBON IN COLOUR


June 8,
 2016 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 2.1

For the AzLab#24 is essential the reading of the article of one of the guests – Tiago Borges Lourenço – on Small (and Big) Views of Lisbon. Here is the link.

Complete reference:
LOURENÇO, Tiago Borges – Pequenas (e Grandes) Vistas de Lisboa. A cidade na azulejaria contemporânea. Rossio. Estudos de Lisboa. Lisboa. 5 : Gabinete de Estudos Olisiponenses / Câmara Municipal de Lisboa. (2015), pp. 238-253.

OLHAI LISBOA A CORES

8 de Junho de 2016 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | sala 2.1

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Convidados:
Helena Lopes [Câmara Municipal de Lisboa – Unidade de Intervenção Territorial do Centro Histórico]
Carla Garvão [Atelier Samthiago – Conservação e Restauro]
Tiago Borges Lourenço [Instituto de História da Arte – FCSH/UNL]

Moderador:
Rui Matos [Câmara Municipal de Lisboa – Unidade de Intervenção Territorial do Centro Histórico]

Helena Cunha Lopes
Historiadora de Arte (FL-UL), com pós graduação em Arte Património e Restauro (FL-UL) e em Comunicação Cultural – Património Cultural (FCH-UCP). Desempenha funções na Unidade de Intervenção Territorial Centro Histórico da CML  e foi investigadora do Museu da Cidade, entre 1993 e 2013.

Carla Garvão
Conservadora-restauradora (Universidade Nova de Lisboa), com pré-especialização em azulejo. É colaboradora da empresa Samthiago em vários projetos, essencialmente na área de azulejo, tais como a requalificação da Sala D. Manuel, Museu Nacional do Azulejo; requalificação da plataforma inferior do Miradouro de Santa Luzia e intervenção nos painéis sinaléticos em azulejo de Fred Kradolfer situados em quatro miradouros de Lisboa.

Tiago Borges Lourenço
Mestre em História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa com a dissertação “Postais Azulejados: Decoração Azulejar Figurativa nas Estações Ferroviárias Portuguesas” (Prémio SOS Azulejo 2014 – “Dissertação de Mestrado – História da Arte”). Colaborou com o Museu de Lisboa e Museu Nacional do Azulejo e, entre 2010 e 2015, foi bolseiro de investigação em dois projetos financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (2010-2013: IHRU/SIPA; 2014-2015 IHA/FCSH-UNL). A sua atividade como investigador tem-se maioritariamente desenvolvido nas áreas da azulejaria, arquitetura e urbanismo de Lisboa da primeira metade do século XX.

Rui Matos
Historiador de Arte (FL-UL), com Mestrado em História da Arte (FL-UL) e pós graduação em Património Cultural, Natural e Mundial, Classificação, Conservação, Gestão e Cooperação (Universidade Moderna). A partir de 1992 colabora com a Câmara Municipal de Lisboa no sector da Reabilitação Urbana. Atualmente desempenha funções na Unidade de Intervenção Territorial Centro Histórico.

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Foto: © UITCH/Samthiago

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LOOK AT LISBON IN COLOUR


June 8, 2016 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 2.1

Invited speakers:
Helena Lopes [Câmara Municipal de Lisboa – Unidade de Intervenção Territorial do Centro Histórico]
Carla Garvão [Atelier Samthiago – Conservação e Restauro]
Tiago Borges Lourenço [Instituto de História da Arte – FCSH/UNL]

Moderator:
Rui Matos [Câmara Municipal de Lisboa – Unidade de Intervenção Territorial do Centro Histórico]

Helena Cunha Lopes
Art historian (FL-UL), with a post-graduation in Art, Heritage and Restoration (FL-UL) and in Cultural Communications – Cultural Heritage (FCH-UCP). Her duties are in the Historic Center Territorial Intervention Unit of the CML (Lisbon City Council) and she was a researcher of the City Museum between 1993 and 2013.

Carla Garvão
Conservator-restorer (Universidade NOVA de Lisboa), with a pre-specialization in azulejo. She is a collaborator with the Samthiago company in several projects, mainly in the area of the azulejo, such as the requalification of the room of D. Manuel, National Azulejo Museum; the requalification of the lower platform of the viewpoint of Saint Luzia and the intervention in the signposting panels in azulejo of Fred Kradolfer located in four viewpoint of Lisbon.

Tiago Borges Lourenço
Master degree in History of Art from the Faculty of Social Sciences and Humanities of the Universidade NOVA de Lisboa with the dissertation “Postais Azulejados: Decoração Azulejar Figurativa nas Estações Ferroviárias Portuguesas”  (2014 Master dissertation – History of Art award of the Project SOS Azulejo). He collaborated with the Lisbon Museum and the National Azulejo Museum and, between 2010 and 2015, he had a research grant in two projects funded by the FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia (2010-2013: 2010-2013: IHRU/SIPA; 2014-2015 IHA/FCSH-UNL). His activity as a researcher has been mainly in the areas of the azulejo, architecture and urbanism of Lisbon of the first half of the 20th century.

Rui Matos
Art historian (FL-UL), with a master’s degree in History of Art (FL-UL) and a post-graduation in Cultural, Natural and Worldwide Heritage, Classification, Conservation, Management and Cooperation (Universidade Moderna). Since 1992 he collaborates with the Lisbon City Council in the Urban Rehabilitation sector. Currently his duties are in the Historic Center Territorial Intervention Unit.

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Photo: © UITCH/Samthiago

OLHAI LISBOA A CORES

8 de Junho de 2016 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | sala 2.1

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Entre 1962 e 1965, quatro dos principais miradouros de Lisboa beneficiaram de “leitores panorâmicos” em azulejo, ou seja, painéis com a representação gráfica da cidade, que deveriam ajudar os turistas no reconhecimento dos seus principais edifícios. São estes azulejos, desenhados pelo artista suíço Fred Kradolfer e executados pela Fábrica Viúva Lamego, que a Câmara Municipal de Lisboa decidiu agora intervencionar, devolvendo à cidade um conjunto de grande interesse iconográfico para a história urbana de Lisboa.

No AzLab#24 vamos poder conversar com Helena Lopes e Rui Matos, da Câmara Municipal de Lisboa, com Carla Garvão do Atelier Samthiago, uma das responsáveis pela intervenção de conservação e restauro, e com Tiago Borges Lourenço que estudou estas e várias outras Vistas de Lisboa em azulejo.

Convidados:
Helena Lopes [Câmara Municipal de Lisboa – Unidade de Intervenção Territorial do Centro Histórico]
Carla Garvão [Atelier Samthiago – Conservação e Restauro]
Tiago Borges Lourenço [Instituto de História da Arte – FCSH/UNL]

Moderador:
Rui Matos [Câmara Municipal de Lisboa – Unidade de Intervenção Territorial do Centro Histórico]

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Foto: © UITCH/Samthiago

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LOOK AT LISBON IN COLOUR

June 8, 2016 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 2.1

Between 1962 and 1965, four of the major viewpoints of Lisbon benefitted of “panoramic readers” in azulejo, i.e. panels with the graphic representation of the city, that should help the tourists in the recognition of its main buildings. These are the azulejos, designed by the swiss artist Fred Kradolfer and executed by the Factory Viúva Lamego, that the Lisbon City Council has now decided to undergo an intervention, giving back to the city a set of great iconographic interest for the urban history of Lisbon.

In the AzLab#24 we will be able to talk with Helena Lopes and Rui Matos of the Lisbon City Council, with Carla Garvão of the Atelier Samthiago, one of the ones responsible for the intervention of conservation and restoration, and with Tiago Borges Lourenço who studied these and several others Views of Lisbon in azulejo.

Invited speakers:
Helena Lopes [Câmara Municipal de Lisboa – Unidade de Intervenção Territorial do Centro Histórico]
Carla Garvão [Atelier Samthiago – Conservação e Restauro]
Tiago Borges Lourenço [Instituto de História da Arte – FCSH/UNL]

Moderator:
Rui Matos [Câmara Municipal de Lisboa – Unidade de Intervenção Territorial do Centro Histórico]

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Photo: © UITCH/Samthiago

JOSÉ MECO: HISTÓRIAS DO AZULEJO

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Resumo
Em formato especial e diferente do habitual, o AzLab#23 intitulado José Meco: histórias do azulejo teve como principal objectivo conduzir uma entrevista colaborativa a José Meco. As perguntas, que nos chegaram através das redes sociais, foram lidas pelos dois moderadores, Vítor Serrão e Rosário Salema de Carvalho, e José Meco respondeu ainda a múltiplas questões dirigidas pelo público presente na sala. Estas incidiram sobre aspectos da sua vida mais ligados ao azulejo, sobre o seu trabalho neste âmbito, sobre as memórias que guardou de artistas, historiadores e outras personalidades com quem conviveu, entre muitas outras.

O ponto de partida para um conjunto de histórias e memórias que se desenrolaram ao longo da sessão foram as duas obras escritas por José Meco na década de 1980. Estas obras fundamentais representaram um esforço para reunir e sintetizar, de uma forma acessível, os estudos de azulejaria produzida ou aplicada em Portugal e viriam a tornar-se marcantes para as investigações que lhe sucederam.

O convidado referiu, também, o trabalho que desenvolveu no Museu do Azulejo (hoje MNAz), recordando a configuração das salas e reservas distintas das de hoje, mas falou, sobretudo, no trabalho que realizou no contexto do Museu da Cidade (actual Museu de Lisboa). Para além da emblemática exposição sobre a azulejaria de Lisboa, em 1984, que impulsionou um novo interesse sobre o azulejo português, José Meco referiu ainda o impacto das exposições internacionais que  acompanhou. O convidado relembrou a sua experiência no transporte das obras, montagem de exposições, e sua divulgação e colaborações entre as diversas instituições envolvidas, assinalando o impacto muito positivo de algumas exposições como as ocorridas na Índia, Tóquio e Brasil. Ainda sobre o Brasil notou-se a familiaridade e vastíssimo conhecimento sobre os revestimentos do país com mais conjuntos azulejares fora de Portugal.

Foi ainda sugerido, por Vítor Serrão, que seria de grande utilidade reunir os textos dispersos de José Meco num único volume. A sessão terminou com a resposta a uma última pergunta – que projectos para o futuro – onde manifestou o seu interesse em continuar a poder dedicar-se não só ao estudo da azulejaria mas também ao das artes decorativas em geral, como a talha, e o desejo que os estudos sobre o património avancem e se renovem.

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JOSÉ MECO: STORIES OF AZULEJO


Session Overview
In a special setting and different from the usual form, the AzLab#23 entitled José Meco: stories of azulejo had as its main objective to conduct a collaborative interview with José Meco. The questions, that come to us through our social networks, were read by the two moderators, Vítor Serrão and Rosário Salema de Carvalho, and José Meco answered too to multiple questions addressed by the audience in the room. These focused on aspects of his life more connected to the azulejo, about his work in this area, about the memories he has from artists, historians and other personalities with whom he coexisted, among many others.

The starting point for a set of stories and memories that took place during the session were the two works written by José Meco in the 1980s. These fundamental works represent an effort to gather and synthesize, in an accessible way, studies of azulejos produced or applied in Portugal and were to become notable for the investigations that succeeded them.

The guest also mentioned the work he developed at the Museu do Azulejo (Azulejo Museum, today National Azulejo Museum), recalling the configuration of the rooms and the reserves distinct of what they are today, but he spoke mostly of his work at the City Museum (today Lisbon Museum). In addition to the emblematic exhibition on the azulejos of Lisbon, in 1984, that spurred a new interest in the Portuguese azulejo, José Meco also mentioned the impact of the international exhibitions that he accompanied. The guest remember his experience in the transport of the panels of azulejo, in the assembly of the exhibition, and the dissemination and collaboration between the various institutions involved, pointing out the very positive impact of some of the exhibitions such as the ones that took place in India, Tokyo and Brazil. Also in Brazil he noted the familiarity and vast knowledge on the coverings of the country with more sets of azulejo outside of Portugal.

It was suggested by Vítor Serrão that it would be useful to gather the scattered texts by José Meco in a single volume. The session ended with the answer to the final question – what projects for the future – where José Meco expressed his interest in continuing to be able to devote himself not only to the study of azulejos but also to the decorative arts in general, such as gilded woodcarving, and the desire that the studies on heritage move forward and renew themselves.