OS AZULEJOS DA CIDADE UNIVERSITÁRIA DE COIMBRA

15 de Maio ​​de​ ​2019 ​|​ ​18h00​ ​|​ Faculdade​ ​de​ ​Letras​ ​da​ ​Universidade​ ​de​ ​Lisboa |​ ​sala 5.2

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A construção da cidade universitária de Coimbra, entre 1941 e 1975,  e as encomendas de revestimentos azulejares neste contexto, analisadas à luz dos “discursos artísticos e ideológicos do Estado Novo”, dão o mote ao próximo AzLab, conduzido por Nuno Rosmaninho, um dos investigadores que mais tem trabalhado as questões relativas à arte nacional e totalitária.

Convidado:
Nuno Rosmaninho [Universidade de Aveiro]

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Foto: Col. Estúdio Horácio Novais I FCG-Biblioteca de Arte e Arquivos

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THE AZULEJOS OF COIMBRA CAMPUS UNIVERSITY


May 15th,
2019 | 18h00 | School of Arts and Humanities of the University of Lisbon | room 5.2

The azulejos (tiles) commissioned for the new Coimbra campus university (1941-1975) give the motto to the next AzLab, in which Nuno Rosmaninho, one of the researchers who have worked the most on national and totalitarian art issues, will analyze these tileworks in the light of the “artistic and ideological discourses of Estado Novo”.

Invited speaker:
Nuno Rosmaninho [Universidade de Aveiro]

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Photo: Col. Estúdio Horácio Novais I FCG-Biblioteca de Arte e Arquivos

FORMAS DO DESEJO. A CERÂMICA DE RAFAEL NA COLEÇÃO DO MUSEU BORDALO PINHEIRO

Resumo fotográfico do primeiro AzLab #ForaDePortas. Obrigada a todos os que participaram e, em especial, obrigada ao Museu Rafael Bordalo Pinheiro e ao Pedro Bebiano Braga por terem proporcionado uma visita conversada tão interessante!

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FORMS OF DESIRE. RAFAEL’S CERAMICS IN THE BORDALO PINHEIRO MUSEUM COLLECTION


Photographic summary of the first AzLab #Outdoors. Thank you all who participated and, in particular, thank you to the Rafael Bordalo Pinheiro Museum and Pedro Bebiano Braga for having provided such an interesting talked visit!

FORMAS DO DESEJO. A CERÂMICA DE RAFAEL NA COLEÇÃO DO MUSEU BORDALO PINHEIRO

ATENÇÃO! O AzLab #ForaDePortas irá decorrer no Museu Bordalo Pinheiro, às 18h30. Não percam, esta quarta-feira 😉!

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Foto: Paulo Cintra e Laura Castro Caldas

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FORMS OF DESIRE. RAFAEL’S CERAMICS IN THE BORDALO PINHEIRO MUSEUM COLLECTION


ATTENTION! The AzLab #Outdoors will be held at the Museu Bordalo Pinheiro (18h30). Don’t miss it this Wednesday 🙂!

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Photo: Paulo Cintra e Laura Castro Caldas

FORMAS DO DESEJO. A CERÂMICA DE RAFAEL NA COLEÇÃO DO MUSEU BORDALO PINHEIRO

10 de Abril ​​de​ ​2019​ ​|​ ​18h30​ ​|​ Museu Bordalo Pinheiro

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Visita conversada com:
Pedro Bebiano Braga [Museu Bordalo Pinheiro]

Pedro Bebiano Braga
Pedro Bebiano Braga (Lisboa, 1962) é licenciado em História – Variante em História da Arte e mestre em História da Arte Contemporânea (1995) pela Universidade Nova de Lisboa. Foi investigador tarefeiro do Museu Nacional de Arte Antiga, na colecção de Mobiliário. Entre 1987-2007, foi investigador do Gabinete de Estudos Olisiponenses/CMLisboa. Actualmente, é investigador do Museu Bordalo Pinheiro/EGEAC, tendo sido seu coordenador (2010-2014). Privilegia no seu estudo, publicações e comissariado de exposições as artes decorativas oitocentistas.

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Foto: Paulo Cintra e Laura Castro Caldas

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FORMS OF DESIRE. RAFAEL’S CERAMICS IN THE BORDALO PINHEIRO MUSEUM COLLECTION


April 10th,
2019 | 18h30 | Bordalo Pinheiro Museum

Talk & Visit with:
Pedro Bebiano Braga [Bordalo Pinheiro Museum]

Pedro Bebiano Braga (Lisbon, 1962) graduated in History – variant in Art History and has a master’s degree in Contemporary Art History (1995) from the Universidade NOVA de Lisboa. He was a researcher at the MNAA – Museu Nacional de Arte Antiga, in the furniture collection. Between 1987-2007, he was a researcher of the Gabinete de Estudos Olisiponenses/CMLisboa (study office for our capital’s history). Currently, he is a researcher at the Museu Bordalo Pinheiro/EGEAC, having been its coordinator (2010-2014). He privileges in his studies, publications, and exhibitions curatorship the 18th-century decorative arts.

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Photo: Paulo Cintra e Laura Castro Caldas

FORMAS DO DESEJO. A CERÂMICA DE RAFAEL NA COLEÇÃO DO MUSEU BORDALO PINHEIRO

10 de Abril ​​de​ ​2019​ ​|​ ​18h30​ ​|​ Museu Bordalo Pinheiro

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Naquela que é a primeira edição #ForaDePortas do AzLab, Pedro Bebiano Braga propõe uma visita conversada à exposição Formas do Desejo. A cerâmica de Rafael na Coleção do Museu Bordalo Pinheiro, dividida em dois momentos: 1) a partir de fotografias da época, mostrar a aplicação dos azulejos criados por Rafael Bordalo Pinheiro, na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, na decoração dos espaços comerciais e domésticos. 2) visita à exposição, destacando a arte do azulejo como ornato da cerâmica, o azulejo pintado e os diversos padrões desenhados pelo artista, salientando-se o uso pioneiro da Arte Nova.

Visita conversada com:
Pedro Bebiano Braga [Museu Bordalo Pinheiro]

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Foto: Paulo Cintra e Laura Castro Caldas

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FORMS OF DESIRE. RAFAEL’S CERAMICS IN THE BORDALO PINHEIRO MUSEUM COLLECTION


April 10th,
2019 | 18h30 | Bordalo Pinheiro Museum

In the first AzLab #Outdoors, Pedro Bebiano Braga proposes a talked visit to the exhibition Forms of Desire. Rafael’s ceramics in the Bordalo Pinheiro Museum Collection, divided into two moments: 1) from photographs of the time, the Rafael Bordalo Pinheiro’s azulejos (tiles), manufactured in the Factory of Faience of Caldas da Rainha, will be shown in the decoration of commercial and domestic spaces. 2) visit the exhibition, highlighting the art of azulejo as ceramic ornate, the painted azulejo and various patterns designed by the artist, pointing out its pioneering use of Art Nouveau.

Talk & Visit with:
Pedro Bebiano Braga [Bordalo Pinheiro Museum]

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Photo: Paulo Cintra e Laura Castro Caldas

AZULEJARIA ARTE NOVA EM PORTUGAL, ESTYLO DA MODA?


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Resumo

A apresentação de Maria Helena Souto teve como fio condutor o relato do arquitecto Adães Bermudes sobre a sua participação no Congresso Internacional de Arquitectos, ocorrido em Madrid no ano de 1904, no qual se referia à Arte Nova como “estylo da moda”.

A nossa convidada começou por contextualizar o início do movimento Arte Nova em termos internacionais, referindo a obra de autores como Henry van de Velde, Victor Horta ou Hector Guimard. De modo a distinguir a Arte Nova do “estylo da moda”, destacou  a importância da associação dos conceitos de estrutura, decoração e função para este movimento.

De seguida, e passando para o panorama nacional, chamou a atenção para a participação de Portugal na Exposição Internacional de Paris, de 1889, na qual Rafael Bordalo Pinheiro teve um papel fundamental ao ser responsável pela decoração do interior do pavilhão português. Terá sido também no contexto deste evento que Bordalo Pinheiro contactou com o movimento Arte Nova, nomeadamente com as peças em vidro de Émile Gallé, que viriam a influenciar a sua obra cerâmica e, em particular, o azulejo.

As duas vias de abordagem à azulejaria Arte Nova dos arquitectos Miguel Ventura Terra e Raul Lino foram também mencionadas. Enquanto Ventura Terra escolhia os azulejos para as suas obras directamente na fábrica – no que foi designado como “via industrial”–, Raul Lino privilegiou uma abordagem ao azulejo enquanto elemento da obra de arte total, desenhando ele próprio os revestimentos para os edifícios que projectava, a par de outros elementos como o mobiliário – sendo este entendimento designado como “via erudita”. Se o primeiro nunca fez azulejos e privilegiava a fábrica, dando espaço aos operários especializados que aí trabalhavam  e “pondo na moda” os azulejos dos catálogos, o segundo envolveu-se directamente na concepção da azulejaria. Aliás, a importância das fábricas foi também abordada, mostrando como as mesmas divulgaram este movimento através dos seus catálogos, com particular destaque para as fábricas das Devesas, Fonte Nova ou de Louça de Sacavém; e ainda como “anónimos extraordinários” criaram azulejos Arte Nova em série, alterando, por exemplo, a paleta cromática e assim adaptando a produção ao gosto e necessidades dos clientes.

De seguida Maria Helena Souto abordou as obras de outros arquitectos portugueses que recorreram a revestimentos Arte Nova como Álvaro Machado, Rosendo Carvalheira e o próprio Adães Bermudes. Neste contexto, a investigadora referiu-se ao eclectismo das propostas azulejares, que se caracterizavam por um certo afastamento dos princípios Arte Nova para se tornarem no “estylo da moda”, resultantes da articulação de diferentes vocabulários decorativos. Destacou e analisou, referindo diversos exemplos, a obra do pintor de azulejos José António Jorge Pinto, mas também de vários outros activos na época.

A sessão terminou com diversos exemplos de revestimentos Arte Nova associados ao pequeno comércio, numa situação que parece ter sido característica de Portugal, uma vez que lá fora este movimento está mais próximo da burguesia intelectual.

O debate, que desta vez, e graças à energia contagiante da oradora, aconteceu de pé, foi muito participado, tendo havido ainda espaço para alguma problematização de conceitos e influências da Arte Nova em Portugal.

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ART NOUVEAU AZULEJOS IN PORTUGAL, FASHION STYLE?


Session overview

Maria Helena Souto’s presentation was guided by the story of the architect Adães Bermudes about his participation in the International Congress of Architects, held in Madrid in 1904, which referred to Art Nouveau as a “fashion style”.

Our guest began by contextualizing the beginning of the international Art Nouveau movement, referring to the work of authors such as Henry van de Velde, Victor Horta or Hector Guimard. In order to distinguish Art Nouveau from the “fashion style”, she highlighted the importance of the concepts of structure, decoration, and function.

From then on, and focusing on the national panorama Helena Souto drew attention to Portugal’s participation in the 1889 Paris International Exhibition, in which Rafael Bordalo Pinheiro played a fundamental role in decorating the interior of the Portuguese pavilion. Also, it might have been in this context that Bordalo Pinheiro was in touch with the Art Nouveau movement, namely with the glass pieces of Émile Gallé, which would influence his ceramic work and, in particular, the azulejo (tile).

The two approaches to the Art Nouveau tiles by the architects Miguel Ventura Terra and Raul Lino were also mentioned. While Ventura Terra chose the tiles for his works directly in the factory – the “industrial way” – Raul Lino privileged an approach to the tile as an element of the total work of art (Gesamtkunstwerk), drawing himself the coverings for the buildings he projected, along with other elements such as furniture – the “erudite way”. If the former never made tiles and privileged the factory, giving space to its specialized workers and “putting in fashion” the catalogues tiles, the second was involved directly in the design of the tiles. In fact, the importance of the factories was also discussed, showing how they disseminated this movement through its catalogues, with particular emphasis on the factories of Devesas, Fonte Nova or of Louça de Sacavém; and also as “extraordinary anonymous” created Art Nouveau tiles in series, changing, for example, the chromatic palette and thus adapting the production to the taste and needs of the customers.

Afterwards, Maria Helena Souto approached the works of other Portuguese architects who used Art Nouveau tile coverings such as Álvaro Machado, Rosendo Carvalheira and Adães Bermudes. In this context, the researcher referred to the eclecticism of the tile proposals, which were characterized by a departure from the Art Nouveau principles to become the “fashion style”, resulting from the articulation of different decorative vocabularies. She highlighted and analysed, referring several examples, the work of the tile painter José António Jorge Pinto, but also of others active at the time.

The session ended with several examples of Art Nouveau coverings associated with small commerce, in a situation that seems to have been characteristic to Portugal, since internationally this movement is closer to the intellectual bourgeoisie.

The debate, which this time was standing up, thanks to the contagious energy of the speaker, was very participated, and there was still room for some problematization of concepts and influences of the Art Nouveau in Portugal.

AZULEJARIA ARTE NOVA EM PORTUGAL, ESTYLO DA MODA?

20 de Março ​​de​ ​2019​ ​|​ ​18h00​ ​|​ ​Faculdade​ ​de​ ​Letras​ ​da​ ​Universidade​ ​de​ ​Lisboa​ ​|​ ​sala​ ​5.2

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Resumo
Através do relato elaborado pelo arquitecto Adães Bermudes aquando da participação portuguesa no VI Congresso Internacional dos Arquitectos, ocorrido em Madrid, em Maio de 1904, e publicado no 1º número do Anuário da Sociedade dos Arquitectos Portugueses (1905), sabe-se que o primeiro tema em análise abordou a “Arte nova, modern’ style, – «estylo da moda», assim (…) classificada no congresso a fórmula em voga” (p. 75).

A Arte Nova entrou no nosso país com alguma décalage em relação aos principais centros do movimento, mas se a designação escolhida revela a influência francesa, é erróneo considerar a Arte Nova em Portugal como mera cópia de criações Art Nouveau. O movimento surgiu no panorama nacional como intromissão no programa de renovação do nosso artesanato e das artes decorativas na viragem dos séculos XIX para XX, programa marcado pela defesa de uma coerência nacional. Apoiado em estudos das nossas tradições artesanais, levaram-no a cabo criadores como Rafael Bordalo Pinheiro ou Raul Lino, a quem simultaneamente, devemos um primeiro momento de renovação da nossa azulejaria entre centúrias (passando para a segunda década de Novecentos com Raul Lino), obtida pela inspiração no moderno estilo, mas com epicentros diferentes: parisiense em Bordalo; em harmonia com os seus projectos arquitectónicos em Lino, através de padrões que reflectem uma depuração geométrica próxima das correntes escocesas do Modern Style ou da Secessão vienense.

Contudo, a Arte Nova seria em muitos casos entendida em Portugal como (mais) uma gramática decorativa, subtraindo-lhe o carácter inovador do trinómio complementar estrutura-decoração-funcionalidade, elementos de um todo submetido a exigências formais de uma beleza racional com aspirações a arte industrial, o que confere objectiva razão às palavras de Adães Bermudes: “quantos pseudo-artistas, sedentos da popularidade, julgam que fazem arte nova misturando os estilos mais heterogéneos; (…), ou torturando e contorcionando as linhas e as formas, como se fossem reflectidas pelos espelhos côncavos ou convexos que fazem a alegria das feiras”.

Maria Helena Souto | IADE – Universidade Europeia |

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ART NOUVEAU AZULEJOS IN PORTUGAL, FASHION STYLE?


March 20th,
2019 | 18h00 | School of Arts and Humanities of the University of Lisbon | room 5.2

Abstract
Through the report prepared by the architect Adães Bermudes during the Portuguese participation in the VI International Congress of Architects, held in Madrid in May 1904, and published in the 1st number of the Anuário da Sociedade dos Arquitectos Portugueses (1905), it is known that the first theme under analysis dealt with the “Art Nouveau, modern ‘style, – «fashion style», thus (…) classified in the congress the formula in vogue” (p. 75).

Art Nouveau entered our country with some decalage in relation to the movement’s main centers, but if the chosen designation reveals the French influence, it is erroneous to consider Art Nouveau in Portugal as a mere copy of Art Nouveau creations. The movement emerged on the national scene as an intrusion into the renovation program of our handicrafts and decorative arts at the turn of the 19th to the 20th century, a program marked by the defense of national coherence. Supported on studies of our traditional traditions, designers such as Rafael Bordalo Pinheiro or Raul Lino started this movement, to who at the same time, we owe a first moment of renewal of our tiles between centuries (passing to the second decade of the 19th century with Raul Lino), obtained by the inspiration in the modern style, but with different epicenters: Parisian in Bordalo; in harmony with his architectural projects in Lino, by means of patterns that reflect a geometric clearance close to the Scottish currents of the Modern Style or the Viennese Secession.

However, Art Nouveau would in many cases be understood in Portugal as (more) a decorative grammar, subtracting from it the innovative character of the complementary trinomial structure-decoration-functionality, elements of a whole submitted to formal requirements of rational beauty with aspirations to industrial art, which confers objective reason to the words of Adães Bermudes: “how many pseudo-artists, thirsting for popularity, think they make art nouveau by mixing the most heterogeneous styles; (…), or torturing and contorting the lines and forms, as if they were reflected by the concave or convex mirrors that make the fairs joyful” [free translation].

Maria Helena Souto | IADE – Universidade Europeia |