UM FIO CONTÍNUO: ARQUITECTURA, DECORAÇÃO E ICONOGRAFIA DOS JARDINS DO PALÁCIO DOS MARQUESES DE FRONTEIRA

21 de Fevereiro de 2018 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | sala 5.2

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Algumas sugestões de leitura

Correia, Ana Paula Rebelo. 1997. “As Fontes de Inspiração dos Azulejos da Galeria das Artes.” Monumentos, no. 7:60–69.

Correia, Ana Paula Rebelo. 2017. “Palácio Fronteira / Fronteira Palace”. In Azulejos – Maravilhas de Portugal / Wonders of Portugal, edited by Rosário Salema de Carvalho, 251-259. Vila Nova de Famalicão: Centro Atlântico.

Meco, José. 1999. “A Azulejaria.” Monumentos, no. 7:54–59.

Neves, José Cassiano. 1995. Jardins e Palácio dos Marqueses de Fronteira. 2aed. Lisboa: Edições Quetzal.

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A CONTINUOUS STRAND: ARCHITECTURE, DECORATION AND ICONOGRAPHY OF THE GARDENS OF THE FRONTEIRA PALACE


February 21st, 2018
| 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 5.2

Some reading suggestions

Correia, Ana Paula Rebelo. 1997. “As Fontes de Inspiração dos Azulejos da Galeria das Artes.” Monumentos, no. 7:60–69.

Correia, Ana Paula Rebelo. 2017. “Palácio Fronteira / Fronteira Palace”. In Azulejos – Maravilhas de Portugal / Wonders of Portugal, edited by Rosário Salema de Carvalho, 251-259. Vila Nova de Famalicão: Centro Atlântico.

Meco, José. 1999. “A Azulejaria.” Monumentos, no. 7:54–59.

Neves, José Cassiano. 1995. Jardins e Palácio dos Marqueses de Fronteira. 2aed. Lisboa: Edições Quetzal.

UM FIO CONTÍNUO: ARQUITECTURA, DECORAÇÃO E ICONOGRAFIA DOS JARDINS DO PALÁCIO DOS MARQUESES DE FRONTEIRA

21 de Fevereiro de 2018 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | sala 5.2

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Palácio Fronteira, São Domingos de Benfica, Lisboa: nota brevíssima

O palácio dos marqueses de Fronteira, trata-se de uma edificação do último quartel do séc. XVII. Contudo, a capela, que possui uma inscrição com data de 1584, poderá ser, juntamente com a Torrinha adjacente ao seu tardoz, anterior à construção do corpo principal do palácio.

O palácio foi edificado por iniciativa de D. João Mascarenhas (1633-1681), 1º Marquês de Fronteira, cerca de 1670, como residência de veraneio, e é constituído por um corpo de base quadrangular, actualmente com duas pequenas torres que se elevam em dois dos ângulos do quadrado. Pertencem a esta campanha do último quartel de Seiscentos todos os elementos construídos, azulejares, escultóricos e de embrechados dos dois jardins, do Ninfeu e da Galeria das Artes, com excepção do prolongamento da Galeria dos Reis (D. João V a D. João VI) que, juntamente com a denominada ala do século XVIII (disposta perpendicularmente à fachada Norte do corpo do século XVII do palácio), foram mandados edificar pelo 5º Marquês de Fronteira, D. José Luís Mascarenhas (1721-1799), sensivelmente entre 1770 e 1780. A esta ampliação setecentista da casa presidiu o objectivo de converter o palácio de veraneio em residência permanente da família, a qual vira a casa da Rua das Chagas inteiramente destruída pelo terramoto de 1755.

A quinta de Benfica, transforma-se assim na residência permanente dos Mascarenhas, sofrendo não apenas uma ampliação mas também uma adaptação sensível a vários níveis, responsável por assegurar a habitabilidade da casa ao longo de todo o ano e das suas diferentes estações e ainda um aggiornamento da decoração. Datam assim desta intervenção setecentista os estuques que ornamentam as salas, como expressão de um gosto que vai do rococó ao neoclássico.

O recheio do palácio, ainda hoje residência familiar, apresenta diversos motivos de interesse, nomeadamente no âmbito da pintura e do multifacetado universo das artes decorativas. Identifica-se assim uma colecção de retratos de família que, a nível nacional, é de significativa qualidade e relevância. Entre esta colecção merecem menção particular dois retratos de escola espanhola de finais do século XVI, uma cópia seiscentista de um retrato de corpo inteiro de D. Francisco de Almeida, um pequeno retrato oval da Marquesa de Távora (talvez um ensaio para o que integra o acervo do Museu dos Condes de Castro Guimarães), um outro das mesmas dimensões e formato, à maneira de Boucher, um retrato a pastel da futura 4ª Marquesa de Alorna, realizado em Viena, um retrato de grandes dimensões do 3º Marquês de Alorna, sua mulher e dois filhos, datado de 1803 e assinado por Domenico Pellegrini (1759-1840) e um retrato, atribuído a Domingos António Sequeira (1768-1837), do 7º Marquês de Fronteira e seus irmãos D. Carlos e D. Leonor Mascarenhas.

Entre o mobiliário contam-se peças de qualidade dos séculos XVII, XVIII e XIX, sendo de assinalar uma colecção de cerca de 20 contadores e móveis afins. Pratas e porcelanas chinesas marcam igualmente presença obrigatória, no contexto dos interiores de uma casa da aristocracia nacional.

Teresa Leonor M. Vale | ARTIS – Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa |

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A CONTINUOUS STRAND: ARCHITECTURE, DECORATION AND ICONOGRAPHY OF THE GARDENS OF THE FRONTEIRA PALACE


February 21st, 2018
| 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 5.2

Fronteira Palace, São Domingos de Benfica, Lisbon: very brief note

The  Fronteira Palace was built in the last quarter of the 17th century. However, the chapel, which has an inscription dated 1584, may be, together with the “Torrinha” (tower) adjacent to its masonry, prior to the construction of the main body of the palace. The palace is due to the initiative of D. João Mascarenhas (1633-1681), 1st Marquis de Fronteira, circa 1670, as a summer residence, and consists of a quadrangular base body, currently with two small towers rising in two of the angles of the square. To this campaign, of the last quarter of the 17th century, belongs all the constructed elements, azulejos (tiles), sculptural and inlaid works of the two gardens, the Nymphaeum and the Gallery of Arts. The 5th Marquês de Fronteira, D. José Luís Mascarenhas (1721-1799), built between 1770 and 1780 the Gallery of Kings (D. João V to D. João VI ), as well as the so-called 18th century wing (arranged perpendicular to the north façade of the 17th century body of the palace). This 18th century extension of the house was motivated by the earthquake of 1755, that completely destroyed the house of Rua das Chagas, transforming the summer palace into a permanent residence of the family.

The manor of Benfica, thus becomes the permanent residence of the Mascarenhas, suffering not only an enlargement but also a sensitive adaptation on several levels, responsible for ensuring the habitability of the house throughout the year and its different seasons and a decoration aggiornamento. Thus, of the 18th century intervention resulted the stuccoes that decorate the rooms, as an expression of taste that goes from the rococo to the neoclassical.

The fittings of the palace, still a family residence, presents several motifs of interest, especially in the context of painting and the multifaceted universe of the decorative arts. It can be identify a collection of family portraits that, at a national level, is of significant quality and relevance. Among this collection deserves particular mention two Spanish portraits from the late 16th century, a 17th century copy of a full-length portrait of D. Francisco de Almeida, a small oval portrait of the Marquise of Távora (perhaps an essay for the one that belongs in the collection of the Condes de Castro Guimarães Museum), another one of the same dimensions and format, like Boucher, a pastel portrait of the future 4th Marquise of Alorna, made in Vienna, a large portrait of the 3rd Marquis of Alorna, his a wife and two children, dated 1803 and signed by Domenico Pellegrini (1759-1840) and a portrait, attributed to Domingos António Sequeira (1768-1837), of the 7th Marquis of Fronteira and his brothers D. Carlos and D. Leonor Mascarenhas.

Among the furniture are pieces of quality from the 17th, 18th and 19th centuries, with a collection of about 20 cabinets and similar furnishings. Silver and Chinese porcelain are also mandatory, in the context of the interiors of a home of the national aristocracy.

Teresa Leonor M. Vale | ARTIS – Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa |

UM FIO CONTÍNUO: ARQUITECTURA, DECORAÇÃO E ICONOGRAFIA DOS JARDINS DO PALÁCIO DOS MARQUESES DE FRONTEIRA

21 de Fevereiro de 2018 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | sala 5.2

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Resumo

Os jardins do Palácio dos Marqueses de Fronteira, com um discurso de exaltação da nova dinastia dos Bragança, são um dos melhores exemplos da perfeita articulação entre um programa iconográfico e um programa decorativo transformados em verdadeiro discurso arquitectónico. A análise do conjunto edificado entre 1667-1673 permite-nos perceber o modo como os arquitectos portugueses pensaram o azulejo, os embrechados, a escultura e os próprios jardins para criar um um significado coerente onde a decoração desempenha ao mesmo tempo um papel iconográfico e arquitectónico.

Celso Mangucci | CHAIA-UE |

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A CONTINUOUS STRAND: ARCHITECTURE, DECORATION AND ICONOGRAPHY OF THE GARDENS OF THE FRONTEIRA PALACE


February 21st, 2018
| 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 5.2

Abstract

The gardens of the  Fronteira Palace, with a speech of exaltation of the new dynasty of Bragança, are one of the best examples of the perfect articulation between an iconographic and a decorative program transformed into a true architectural speech. The analysis of the ensemble built between 1667-1673 allows us to perceive how the Portuguese architects thought the azulejo (tile), the inlaid work, the sculpture and the gardens themselves to create a coherent meaning where the decoration plays at the same time an iconographic and architectural role.

Celso Mangucci | CHAIA-UE |

UM FIO CONTÍNUO: ARQUITECTURA, DECORAÇÃO E ICONOGRAFIA DOS JARDINS DO PALÁCIO DOS MARQUESES DE FRONTEIRA

21 de Fevereiro de 2018 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | sala 5.2

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Resumo

O Palácio Fronteira, antiga Quinta dos Loureiros, é uma casa seiscentista que atravessou três séculos, sobreviveu a um terramoto, ultrapassou vicissitudes políticas e económicas, adaptou-se à transformação da malha urbana de Benfica e à drástica diminuição da mata e floresta e, apesar de tudo isso, chegou aos nossos dias praticamente intacta, permanecendo, desde a sua origem até hoje, casa de habitação da família.

Esta resistência e resiliência, da qual não podemos dissociar a sensibilidade e a intervenção dos habitantes da casa ao longo de várias gerações, é por si só singular e rara. Ter no século XXI um edifício do século XVII que mantém a sua estrutura de origem, bem como todos os seus elementos decorativos, azulejos, embrechados, cerâmicas relevadas, estuques, e que nos permite uma visão genuína, verdadeira, de uma casa nobre seiscentista, que não parou no tempo e que continua a sua função de espaço de habitação, vivendo simultaneamente e harmoniosamente a contemporaneidade, é efetivamente muito pouco comum.

Neste encontro vamos falar do Palácio Fronteira, do azulejo, como principal elemento decorativo da casa nobre seiscentista, e não só. O azulejo dialoga com a arquitetura numa cumplicidade absoluta. O imaginário é total, numa profusão de motivos decorativos, figuras soltas, narrativas, mitologias, História, personificações e alegorias.

Invenção, criação original, inspiração em modelos pré-existentes, ou um pouco de tudo isso? Apenas decorativo, ou conta-nos algo? Existe por si só, ou na relação com outras artes decorativas, como os embrechados ou as cerâmicas relevadas ao estilo dos Della Robbia? O Palácio Fronteira é sobretudo um projeto individual, pessoal, com uma personalidade muito própria que foge do convencional e encontra a sua estrutura num universo sensorial no qual o azulejo é crucial. São múltiplas as questões e reflexões que este espaço suscita…

Ana Paula Rebelo Correia | ARTIS – Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa |

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A CONTINUOUS STRAND: ARCHITECTURE, DECORATION AND ICONOGRAPHY OF THE GARDENS OF THE FRONTEIRA PALACE


February 21st, 2018 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 5.2

Abstract

The Fronteira Palace, former Quinta dos Loureiros, is a 17th century house that has spanned three centuries, survived an earthquake, overcame political and economic vicissitudes, adapted to the transformation of Benfica urban changes and to the drastic reduction of the woods and forest, reaching nowdays practically intact, and remaining, from its origin until today, the family house of habitation.

This resistance and resilience, from which we can not dissociate the sensibility and intervention of the inhabitants of the house over several generations, is in itself singular and rare. Actually, it is very unusual to have, in the 21st century, a building of the 17th century that retains its original structure, as well as all its decorative elements, azulejos (tiles), inlaid work, relief ceramics, stuccoes, and that allows us a genuine, true vision of a 17th century noble house, which did not stop in time and which continues its function of living space, living contemporaneity in a simultaneously and harmoniously way.

In this meeting we will talk about the Fronteira Palace, of its tile as the main decorative element of the noble house of the 17th century, but not only. The tile dialogues with the architecture in an absolute complicity. The imaginary is total, in a profusion of decorative motifs, loose figures, narratives, mythologies, history, personifications and allegories.

Invention, original creation, inspiration in pre-existing models, or a little of it all? Just decorative, or it tell us something? Does it exist in itself, or in relation to other decorative arts, such as the inlaid work or the relief ceramics in the style of the Della Robbia? The Fronteira Palace is mainly an individual, personal project that runs away from the conventional and finds its structure in a sensory universe in which the tile is crucial. There are many questions and reflections that this space elicits…

Ana Paula Rebelo Correia | ARTIS – Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa |

UM FIO CONTÍNUO: ARQUITECTURA, DECORAÇÃO E ICONOGRAFIA DOS JARDINS DO PALÁCIO DOS MARQUESES DE FRONTEIRA

21​​ ​de​ Fevereiro ​​de​ ​2018​ ​|​ ​18h00​ ​|​ ​Faculdade​ ​de​ ​Letras​ ​da​ ​Universidade​ ​de​ ​Lisboa​ ​|​ ​sala​ ​5.2

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Convidados:
Ana Paula Rebelo Correia [ARTIS – Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa]
Celso Mangucci [CHAIA-UE]

Moderador:
Rosário Salema de Carvalho [Az – Rede de Investigação em Azulejo (ARTIS-IHA / FLUL)]

Ana Paula Rebelo Correia
Doutorada em História da Arte pela Université Catholique de Louvain (Bélgica), onde fez igualmente a Agregação em Metodologia das Artes Plásticas.
É investigadora colaboradora ARTIS-IHA/FLUL e membro do Conselho Consultivo e Cultural da Fundação Casas de Fronteira e Alorna. Investigadora em História da Arte e Iconografia, tem-se dedicado ao estudo da leitura da obra de arte nas vertentes da iconografia e iconologia. Numa área mais específica de investigação, consagra-se ao estudo da iconografia no património integrado (azulejo, estuque, pintura) dos séculos XVII e XVIII. No âmbito do Palácio Fronteira, fez o estudo sistemático dos azulejos, iconografia e fontes de inspiração.

Celso Mangucci
Celso Mangucci nasceu em São Paulo e licenciou-se na Universidade de Campinas, em Antropologia. Residente há muitos anos em Portugal, especializou-se na história da azulejaria portuguesa, com textos monográficos dedicados ao estudo da produção das olarias lisboetas, sobre o pintor de azulejo Valentim de Almeida e o mestre ladrilhador Bartolomeu Antunes. Colaborou também com o Museu Nacional do Azulejo nas exposições temáticas dedicadas à azulejaria do século XVII e à presença da chinoiserie na cerâmica portuguesa, e com a Fundação Calouste Gulbenkian no projecto de reedição da Azulejaria em Portugal no século XVIII, de João Miguel dos Santos Simões. É investigador convidado do Centro de História da Arte e Investigação Artística (CHAIA) da Universidade de Évora e da Rede de Investigação em Azulejo da Universidade de Letras de Lisboa. Actualmente prepara a sua tese de doutoramento sobre a azulejaria Barroca dos colégios jesuítas, como bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

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A CONTINUOUS STRAND: ARCHITECTURE, DECORATION AND ICONOGRAPHY OF THE GARDENS OF THE FRONTEIRA PALACE


February 21st,
2018 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 5.2

Invited speakers:
Ana Paula Rebelo Correia [ARTIS – Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa]
Celso Mangucci [CHAIA-UE]

Moderator:
Rosário Salema de Carvalho [Az – Rede de Investigação em Azulejo (ARTIS-IHA / FLUL)]

Ana Paula Rebelo Correia
PhD in Art History from the Université Catholique de Louvain (Belgium), where she also made her Aggregation in Methodology of the Plastic Arts.
She is a  researcher colaborator of ARTIS-IHA/FLUL and a member of the Consultative and Cultural Council of Casas de Fronteira and Alorna Foundation. With her mainly research interests in Art History and Iconography, Ana Paula Rebelo Correio has been particularly focused on the study of the work of art in the aspects of iconography and iconology. In a more specific area of research, she has been devoted mainly to the study of iconography in the integrated heritage (azulejo (tile), stucco, painting) of the 17th and 18th centuries. In the scope of the Palace Fronteira, she made a systematic study of its tiles, iconography and sources of inspiration.

Celso Mangucci
Celso Mangucci was born in São Paulo. He graduated from the University of Campinas, in Anthropology. Resident for many years in Portugal, he specialized in the history of Portuguese azulejos (tiles), with monographic texts dedicated to the study of Lisbon potteries production, on the tile painter Valentim de Almeida and the master tiler Bartolomeu Antunes. He also collaborated with the National Azulejo Museum in exhibitions dedicated to the 17th century tiles and to the presence of chinoiserie in Portuguese ceramics, and with the Calouste Gulbenkian Foundation in the project for the reissue of the book “Azulejaria em Portugal no século XVIII”, by João Miguel dos Santos Simões. He is a guest researcher at the Centre for Art History and Artistic Research (CHAIA) at the Universidade of Évora and at the Rede de Investigação em Azulejo (School of Arts and Humanities,  Universidade de Lisboa). Currently he is preparing his PhD thesis on the Baroque tiles of the Jesuit colleges, with a fellowship of the Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

UM FIO CONTÍNUO: ARQUITECTURA, DECORAÇÃO E ICONOGRAFIA DOS JARDINS DO PALÁCIO DOS MARQUESES DE FRONTEIRA

21​​ ​de​ Fevereiro ​​de​ ​2018​ ​|​ ​18h00​ ​|​ ​Faculdade​ ​de​ ​Letras​ ​da​ ​Universidade​ ​de​ ​Lisboa​ ​|​ ​sala​ ​5.2

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Um dos espaços mais bem conservados de Lisboa, com azulejos no interior e nos jardins, e que permanece na mesma família desde o século XVII? Palácio Fronteira, claro!

No AzLab#37 vamos ficar a conhecer melhor a sua história, a sua arquitectura e os seus elementos decorativos, conferindo naturalmente um especial destaque ao azulejo. Os nossos convidados – Ana Paula Rebelo Correia e Celso Mangucci – são profundos conhecedores do Palácio e dos jardins, dispondo-se a guiar-nos através de um fio contínuo que liga a arquitectura, a decoração e a iconografia.

Até lá, não deixem de acompanhar os conteúdos que vamos publicando aqui no blogue. Recomendamos: os resumos de cada convidado e a nota histórico-artística de Teresa Leonor M. Vale. Se tiverem vontade de saber mais, indicaremos também algumas sugestões de leitura!

Convidados:
Ana Paula Rebelo Correia [ARTIS – Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa]
Celso Mangucci [CHAIA-UE]

Moderador:
Rosário Salema de Carvalho [Az – Rede de Investigação em Azulejo (ARTIS-IHA / FLUL)]

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Foto: Inês Aguiar

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A CONTINUOUS STRAND: ARCHITECTURE, DECORATION AND ICONOGRAPHY OF THE GARDENS OF THE FRONTEIRA PALACE


February 21st,
2018 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 5.2

One of the best preserved palace of Lisbon, with azulejos (tiles) in its interior and gardens, and that has remained in the same family since the 17th century? Fronteira Palace, of course!

In the AzLab#37 we will get to know its history, its architecture and its decorative elements, giving a special emphasis to the azulejo. Our guests – Ana Paula Rebelo Correia and Celso Mangucci – are deep knowers of the Palace and the gardens, and are willing to guide us through a continuous strand connecting architecture, decoration and iconography.

Until then, do not forget to follow our posts here on the blog. We recommend: the abstracts of each guest and the historical-artistic note of Teresa Leonor M. Vale. If you want to know more, we will also refer some reading suggestions!

Invited speakers:
Ana Paula Rebelo Correia [ARTIS – Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa]
Celso Mangucci [CHAIA-UE]

Moderator:
Rosário Salema de Carvalho [Az – Rede de Investigação em Azulejo (ARTIS-IHA / FLUL)]

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Photo: Inês Aguiar

AZULEJOS “ON THE ROCKS”: PADRÕES DE ROCHAS ORNAMENTAIS EM AZULEJOS LISBOETAS DO SÉC. XIX

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Resumo

Antes de abordar a questão da simulação de rochas ornamentais em azulejo, Carlos Marques da Silva começou por fazer uma introdução mais geral, referindo-se à geodiversidade em meio urbano e focando, em particular, a cidade de Lisboa. Deteve-se, de seguida, sobre a rocha ornamental em destaque neste AzLab – o liós -, explicando os fósseis que a mesma contém: rudistas radiolitídeos e caprinídeos.

A partir de imagens de alguns imóveis de Lisboa, Carlos Marques da Silva mostrou como o piso térreo de muitos destes edifícios era revestido por “almofadas” de liós, depois simuladas em azulejo com diferentes graus de aproximação à “realidade”. Executados à medida para um imóvel específico, estes revestimentos cerâmicos reproduzem, com maior ou menor fidelidade os padrões circulares que se observam no liós e que o pintor copiava certamente “do natural”. Dos vários os exemplos comentados, destacaram-se aqueles em que o reconhecimento dos padrões rudistas é mais evidente, por oposição a outros em que há uma maior dificuldade no estabelecimento desta ligação.

Seguiu-se, como habitualmente, um período de debate, muito participado, com questões relacionadas com as fontes de inspiração; as cronologias destas simulações  na  azulejaria de fachada e em períodos mais recuados,  os pintores que executavam estes revestimentos; entre outras. A sessão terminou com o compromisso de se organizar um passeio, a partir de Abril, para ver alguns dos exemplos abordados.

Uma nota final para referir que esta sessão assinalou os quatro anos de existência do AzLab. Como tem sido hábito, a equipa preparou uma surpresa que distribuiu pelos participantes: pins com a hashtag #AzLab, em preto e branco!

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TILES “ON THE ROCKS”: ORNAMENTAL STONE PATTERNS IN 19TH CENTURY TILES OF LISBON


Session overview

Before addressing the issue of ornamental rocks simulation on azulejo (tile), Carlos Marques da Silva began by making a more general introduction, focusing on geodiversity in urban areas, particularly in the city of Lisbon. He then approached the ornamental rock featured in this AzLab – the liós -, explaining the fossils that it contains: radiolitid and caprinid rudists.

From images of some buildings in Lisbon, Carlos Marques da Silva showed how the ground floor of many of these buildings was covered by liós “cushions”, then simulated in tiles with different degrees of approximation to “reality”. Painted for a specific façade, these ceramic tiles reproduce, with greater or less fidelity, the circular patterns that are observed in the liós and that the painter certainly copied “au naturel”. Of the several examples commented on, the most notable are those in which the recognition of the rudist patterns is most evident, as opposed to others where there is greater difficulty in establishing this connection.

As usual, this was followed by a period of very attended debate with questions related to the sources of inspiration; the chronologies of these simulations in the tile façades, and in earlier periods; the painters who performed these coverings; among others. The session ended with a commitment to organize a tour, to see some of the showed examples.

A final note to mention that this session marked the four years of existence of the AzLab. As usual, the team prepared a surprise that was distributed by the participants: pins with the hashtag #AzLab, in black and white!

AZULEJOS “ON THE ROCKS”: PADRÕES DE ROCHAS ORNAMENTAIS EM AZULEJOS LISBOETAS DO SÉC. XIX

24​​ ​de​ Janeiro ​​de​ ​2018​ ​|​ ​18h00​ ​|​ ​Faculdade​ ​de​ ​Letras​ ​da​ ​Universidade​ ​de​ ​Lisboa​ ​|​ ​sala​ ​5.2

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Sugerimos a leitura do artigo que inspirou o AzLab#36, da autoria de Carlos Marques Silva, o convidado desta sessão.

Silva, Carlos Marques da. “Urban Geodiversity and Decorative Arts: the Curious Case of the «Rudist Tiles» of Lisbon (Portugal)”. Geoheritage (2017): 1-13. [URL: https://link.springer.com/article/10.1007%2Fs12371-017-0253-0]*

* Artigo em livre acesso dentro da rede da UL.

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TILES “ON THE ROCKS”: ORNAMENTAL STONE PATTERNS IN 19TH CENTURY TILES OF LISBON


January 24th, 2018
|
18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 5.2

We suggest reading the article that inspired AzLab#36, by Carlos Marques Silva, our guest for this session.

Silva, Carlos Marques da. “Urban Geodiversity and Decorative Arts: the Curious Case of the «Rudist Tiles» of Lisbon (Portugal)”. Geoheritage (2017): 1-13. [URL: https://link.springer.com/article/10.1007%2Fs12371-017-0253-0]*

* Article in free access within the UL network.