ROTAS CULTURAIS

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19 de Março de 2014 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | sala 5.2

3 perguntas a | Catarina Valença, directora da SPIRA

1. A SPIRA é responsável por um conjunto de roteiros ou itinerários no Alentejo. Pode descrever, de forma sumária, como é que esta actividade começou e de que modo foi sendo ampliada?
Começou no âmbito de uma formação universitária em história da arte e de um verdadeiro interesse pela matéria artística não deslocalizável, obrigando, por isso, à compreensão do lugar para o qual tinha sido produzida, assim como ao acompanhamento das alterações de relações estabelecidas com essa manifestação artística por parte da população local ao longo dos tempos. Foi desenhado um itinerário temático para um município mas considerou-se, logo de início, que seria fundamental ter escala, alargando-se para mais 3 de imediato. Passou a 5, 3 anos depois; a 6, outros 7 anos mais tarde; a 9,  1 ano depois e, finalmente, a mais 5, 4 anos depois. Uma ampliação sempre sustentada pelo próprio projecto, e em estreita parceria institucional com os municípios locais.

2. É possível perceber qual o impacto deste género de actividades nas comunidades locais? Do ponto de vista da criação de emprego, do desenvolvimento de outras actividades, como a gastronomia, por exemplo, mas também do ponto de vista do envolvimento das comunidades nestes projectos.
Trata-se de projectos que têm directa e continuada consequência no emprego local direto. A mais valia que trazem às infra-estrutras de apoio também se traduz na indução deste tipo de emprego indirecto, embora mais difícil de medir. Há ainda a considerar o impacto qualitativo nos serviços disponibilizados por todos os parceiros envolvidos como factor relavante para a implementação deste tipo de rota; o seu contributo para a notoriedade de regiões ou locais do país desconhecidos. E, por fim, o seu evidente e diário contributo para a preservação do património. Colocaria a questão do envolvimento das comunidades nos projectos como deve ser colocado do ponto de vista da gestão patrimonial: é condição sine qua non para a sustentabilidade deste tipo de projectos.

3.Qual o papel da investigação na definição dos roteiros? Têm por base um inventário, a partir do qual foram seleccionados os locais mais relevantes? Há uma actualização dos registos e, consequentemente, dos percursos? Que informação oferecem aos visitantes (livros, guias, soluções interactivas…)?
Procedemos a um levantamento dos recursos, acompanhados por um especialista da matéria caso não seja do nosso domínio. São produzidos manuais de formação de cada uma das rotas. São levadas a cabo acções de formação com intérpretes do património e são actualizados com regularidade estes registos. Sempre que possível, editamos estes conteúdos em formato de roteiro turístico.

SPIRA

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