O AzLab A Exposição de Azulejos Ontem e Hoje começou, naturalmente, pela problemática relacionada com as exposições de “ontem”, apresentada por Patrícia Nóbrega que escolheu três exemplos: a “exposição de cerâmica”, realizada em 1882 e organizada por Joaquim de Vasconcelos; a “exposição ulissiponense”, de 1936, que exibia várias colecções lisboetas, incluindo a do Museu da Cidade; e aquela que foi a primeira exposição monográfica dedicada ao azulejo, a “6ª exposição temporária – Azulejos”, realizada no Museu Nacional de Arte Antiga em 1947, com obras da sua colecção. Esta última exposição, organizada segundo um discurso expositivo cronológico e com uma depuração museográfica que contratava com a ornamentação das mostras anteriores, constituiu um primeiro ensaio de um percurso que culminaria na fundação do Museu do Azulejo, mais tarde Museu Nacional do Azulejo (MNAz).

Começando onde Patrícia Nóbrega terminou, mas dando um salto cronológico para as actividades desenvolvidas pelo Museu Nacional do Azulejo (MNAz) nas últimas décadas, João Pedro Monteiro apresentou as exposições temporárias que têm sido produzidas pelo MNAz, revelando uma estratégia expositiva (de azulejo mas também de cerâmica) alicerçada em quatro grandes linhas: 1) exposições decorrentes de projectos de investigação; 2) acolhimento de exposições internacionais; 3) exposições de artistas contemporâneos e acolhimento de exposições de artistas internacionais; 4) exposições relacionadas com o património do antigo Convento da Madre de Deus. Todas estas “grandes linhas” foram ilustradas vários exemplos, e a comunicação terminou com as exposições organizadas no estrangeiro. De referir que as imagens de muitas destas mostras, assim como das exposições de ontem, têm vindo a ser disponibilizadas no blogue AzLab. Ambas as apresentações, que se complementaram numa análise de mais de um século, destacaram o carácter de património identitário português do azulejo, que estas mostras procuraram, desde o século XIX, evidenciar.

Depois das apresentações dos dois oradores, seguiu-se o período de debate (moderado por Ana Almeida) onde se discutiu a recepção das exposições por parte do público e da comunidade científica, a preocupação de divulgar e recriar o contexto original das obras, o porquê da ausência de azulejos produzidos no século XIX nas exposições antigas, as especificidades e logística de cada exposição temporária (com direito a um power point extra ilustrativo dos desafios que se colocam neste campo), a especificidade das exposições temporárias realizadas no estrangeiro e a evolução dos catálogos, e da informação neles contida, desde as primeiras exposições.

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The AzLab Exhibiting azulejos – then and now began with the problematic related to exhibitions from “then”, presented by Patrícia Nóbrega who selected three examples concerning this subject, namely the Ceramics Exhibition in Oporto’s Crystal Palace held in 1882 and organized by Joaquim de Vasconcelos; the Ulissiponense Exhibition, in 1936, which exhibited many of the lisboners collections of the time, including the one from the Museum of Lisbon; and the first monographic exhibition devoted to azulejo, the “6th temporary exhibition – Azulejos”, which took place in 1947, in the National Museum of Ancient Art. This one, with chronological, aesthetic and didactic concerns, was the first step taken of a process that would ultimately lead to the creation of the Museum of Azulejo.

Picking up where Patrícia Nóbrega ended, but giving a chronological jump to the activities of the National Museum of Azulejo (MNAz) in recent decades, João Pedro Monteiro presented the temporary exhibitions that have been produced by MNAz, revealing an expository strategy (of azulejos but also ceramic) founded in four major lines: 1) exhibitions resulting from research projects; 2) housing international exhibitions; 3) exhibitions of contemporary artists, both Portuguese and foreign; 4) exhibitions related to the heritage of the old Madre de Deus Convent, where the museum is located. All these “major trends” were illustrated by several examples, and the communication ended with the exhibitions organized abroad. Worth mentioning is that the images of many of these exhibitions as well as of the exhibitions from “then” have been released on AzLab blog. Both presentations which were complementary in an analysis of more than a century, pointed out that azulejo exhibitions (since the 19th century) emphasized the azulejo as a distinctive form of art in Portugal and the Portuguese culture.

In the debate that followed, moderated by Ana Almeida, the public and the invited speakers discussed the reception of the exhibits from the public and the scientific community, the concern to disclose and recreate the original context of the tileworks and the reason for the absence of tiles produced in nineteenth century in the exhibitions from “then”. Also part of the discussion was about the specificity and logistics problems of each temporary exhibition (with an extra power point illustrative of the challenges in this field), the specificity of temporary exhibitions held abroad and the development of the catalogs.

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