O AzLab dedicado ao tema do Inventário teve como intervenientes Rosário Salema de Carvalho (RTEACJMSS-Artis-IHA/FLUL), Alexandre Nobre Pais (MNAz) e Paula Figueiredo (IHRU/SIPA). A primeira intervenção coube a Rosário Salema de Carvalho que apresentou o Guia de Inventário de Azulejo in situ, um documento disponibilizado online que resulta do trabalho de inventário efectuado pela Rede e MNAz com a colaboração do IHRU/SIPA. Foi chamada a atenção para a importância da uniformização dos procedimentos, para a utilização de linguagem controlada e para a forma de captação fotográfica, alvo de capítulo autónomo. No âmbito desta intervenção, e contextualizando o trabalho desenvolvido desde 2009 que resultou neste Guia, foi feita uma apresentação sumária do projecto Az Infinitum, destacando os seus objectivos, projectos associados e a rede de instituições com quem mantém parcerias e colaborações.

Como contraponto ao inventário in situ, Alexandre Nobre Pais abordou diversas questões relacionadas com o inventário de azulejo em contexto museológico, a partir da experiência levada a cabo no Museu Nacional do Azulejo. Foi apresentada a metodologia seguida no Projecto “Devolver ao Olhar”, com a verificação dos muitos caixotes de azulejo, destacando-se a importância dos códigos de tardoz para reconstruir composições ornamentais ou figurativas e também a metodologia agora seguida de números de inventário, quer para novas atribuições, quer para a anulação dos anteriores. Este trabalho de inventário, para o qual contribui um elevado número de voluntários, tem expressão, de forma muito particular, nas exposições temporárias que apresentam publicamente os painéis entretanto (re)descobertos.

Paula Figueiredo iniciou a sua intervenção com a apresentação do SIPASistema de Informação para o Património Arquitectónico. De seguida, destacou a importância do edifício entendido enquanto fonte documental imprescindível para conhecer a sua própria história, assim como o papel primordial que o estudo sobre o património nele integrado representa para o conhecimento científico. Foi ainda referida a falta de articulação entre os inventários existentes sob responsabilidade de diversas entidades públicas e privadas, assim como a importância de um vocabulário controlado comum a todas elas, capaz de garantir uma eficaz comunicação entre bases de dados.

No debate que se seguiu discutiram-se questões já levantadas pelos oradores, como a linguagem controlada, os critérios de atribuição dos números de inventário, a criação de thesauri articulados com os existentes a nível internacional e o inventário como instrumento de salvaguarda.

A sessão terminou com um exercício que pretendia mostrar, de forma prática, as dificuldades de encontrar plataformas de entendimento no que diz respeito ao vocabulário controlado, e a importância do diálogo entre as diversas instituições. No início da sessão tinha sido distribuído aos participantes um cartão com a pergunta “o que é um painel de azulejos”, e que tinha três possibilidades de resposta. Os resultados revelaram de forma muito evidente que, uma questão aparentemente simples, não tem respostas evidentes!

Como ficou demonstrado ao longo da sessão, o inventário é um processo, que deverá estar sempre aberto a actualizações que reflictam o avanço da discussão científica. Neste contexto, terminamos esta síntese com o repto deixado por Paula Figueiredo acerca da urgência de um debate sobre inventário, alargado às diversas instituições nacionais, mas incluindo também uma atenção especial ao que é praticado internacionalmente.

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The AzLab, Inventory had as guests Rosário Salema de Carvalho (RTEACJMSS-Artis-IHA/FLUL), Alexandre Nobre Pais (MNAz) e Paula Figueiredo (IHRU/SIPA).

Rosário Salema de Carvalho was the first one to speak and she presented the Guia de Inventário de Azulejo in situ (Azulejo’s in situ Inventory Guide), a document available online which is a result of the inventory work carried out since 2009 by the Rede and the National Museum of Azulejo with the collaboration of IHRU/SIPA. Attention was drawn to the importance of the procedures standardization, for the use of controlled vocabulary and the method of photographic capture, subject of a separate chapter in the Guide itself. Contextualizing the work that resulted in this Guide, a brief presentation of the project Az Infinitum was made, highlighting its objectives, associated projects and the network of collaboration institutions.

As a counterpoint to the inventory in situ, Alexandre Nobre Pais addressed several issues regarding the inventory of azulejo in a museological context, based on the experience of National Museum of Azulejo. The methodology presented was the one developed in the Project “Devolver ao Olhar”, concerning the verification of the many boxes of azulejo, emphasizing the importance of the back codes for the reconstruction of compositions, and also the method now in practice for the inventory numbers, regarding the new attributed records or the cancellation of the previous ones.

Paula Figueiredo began her introduction with the presentation of SIPAArchitectural Heritage Inventory System. She continued with the importance of the building as the main documental source for its history and the key role that the study of its integrated heritage represents for the scientific knowledge. It was also referred the lack of coordination between the various existing public and private inventories, as also the significance of a common controlled vocabulary, in order to ensure an effective articulation between databases.

In the following debate many of the issues already raised by the speakers were discussed, such as the controlled vocabulary, the criteria for the attribution of inventory numbers, the creation of thesauri articulated with existing international examples and the inventory as a safeguard instrument.

The AzLab session ended with an exercise intended to show, in a practical way, the difficulties in finding common platforms concerning the controlled vocabulary, and the importance of the dialog between several entities. Before the session started, it was distributed a card with the following question “what is an azulejo panel”, with three possible answers. The results starkly revealed that a question apparently simple doesn’t have obvious answers!  

As was demonstrated throughout the session, inventory is a process that must be open to updates that reflect the advancement of the scientific discussion. In this context, we finish this summary with Paula Figueiredo on the urgency of a debate about inventory, extended to the several national entities, but including also a special attention to what’s been practiced internationally.

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