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O AzLab#11, dedicado ao tema O Azulejo na Cultura Urbana, teve como convidados Inês Leitão e Diogo Machado (Add Fuel), e contou com a moderação de Sónia Vespeira de Almeida. Na primeira intervenção, Inês Leitão reflectiu sobre o azulejo enquanto elemento de arte pública, no contexto da cidade de Lisboa, mostrando de que forma este material cerâmico pode possibilitar a criação de lugares habitados. Foram apresentados alguns exemplos produzidos a partir da década de 1970, de artistas como João Abel Manta, Eduardo Nery, Pedro Cabrita Reis, Fernanda Fragateiro, Maria Keil, Catarina Almada Negreiros e Rita Almada Negreiros.

Diogo Machado começou por uma breve apresentação do seu percurso enquanto artista, definindo-se como “um tradutor de conceitos”. A sua exposição centrou-se nas obras que têm como referente o azulejo de padrão, reinterpretando-o em objectos cerâmicos ou em pintura mural. Ao mesmo tempo, Diogo Machado foi falando sobre o seu processo criativo, desde a forma como faz a pesquisa até à obra final. O conceito de construção do lugar que Inês Leitão referira anteriormente ficou agora bem expresso em exemplos concretos de um artista que investiga os espaços e a envolvente.

Esta problemática continuou a ser discutida no período de debate, conduzido por Sónia Vespeira de Almeida. Inês Leitão explicou os critérios que usou para definir os estudos de caso apresentados ou seja, de que forma uma obra constrói o lugar e outra não; enquanto Diogo Machado aprofundou, com maior detalhe, de que forma pensa o lugar quando intervém em determinado espaço. A importância do azulejo na obra de Diogo Machado suscitou perguntas sobre a forma como o seu trabalho é recepcionado nacional e internacionalmente e, se o público estrangeiro associa a sua obra ao referente azulejar. A ideia de pensar o seu trabalho como uma forma de tradução de algo que é característico português foi outro dos aspectos em debate, ligando-se ao problema do suporte e, consequentemente, da utilização de azulejo ou do muro como suportes de pintura. Neste ponto, a discussão centrou-se na questão de saber se o azulejo é apenas um suporte de pintura, ou tem qualidades materiais distintivas. A sessão terminou com este questionar a materialidade e a função do azulejo, e de que forma este poderá contribuir para a construção de uma identidade nacional, tema a que certamente regressaremos numa próxima ocasião.
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The AzLab#11, The Azulejo in Urban Culture, had as guests Inês Leitão and Diogo Machado (Add Fuel), and was moderated by Sónia Vespeira de Almeida. It started with the intervention of Inês Leitão who presented a reflection on the azulejo as a public art motif, in the context of the city of Lisbon, showing how this ceramic material can enable the creation of lived places. She presented some examples from the 1970’s, of artists such as João Abel Manta, Eduardo Nery, Pedro Cabrita Reis, Fernanda Fragateiro, Maria Keil, Catarina Almada Negreiros and Rita Almada Negreiros.

Diogo Machado began with a brief presentation of his journey as an artist, defining himself as “a translator of concepts”. He focused his presentation on his works that have as a reference the patterned azulejo, reinterpreting it in ceramic objects or wall-painting. At the same time, Diogo Machado talked about his creative process, from the way he does his research to the final work. The concept of constructing the place that Inês Leitão had previously pointed out was now well expressed in examples of an artist who investigates the spaces and its surroundings.

These issues continued to be discussed in the debate period, led by Sónia Vespeira de Almeida. Inês Leitão explained the criteria she used to define the case studies presented, in other words, how a work can or cannot construct the place; in turn Diogo Machado deepened, in more detail, how he thinks the place when he intervenes in a given space. The importance of the azulejo in Diogo Machado’s work raised several questions about how it is is received nationally and internationally and, if the foreign public associates it to the azulejo. The idea of thinking about his work as a form of translation of something that is a Portuguese characteristic was another aspect in debate, associated with the question about the use of azulejo or the wall as painting supports. At this point, the discussion focused on whether the azulejo is just a painting support or has distinctive material qualities. The session ended with this questioning concerning the azulejos materiality and function, and how it can contribute to the construction of a national identity, theme that certainly we will return at a future time.

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