DOIS PINTORES: PEREIRA CÃO & JORGE COLAÇO

29 de Abril de 2015 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | sala 5.2

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Pereira Cão
José Maria Pereira Cão (Setúbal, 1841; Lisboa, 1921) foi um conhecido cenógrafo  (discípulo de Cinatti e Rambois), pintor-decorador (a fresco e têmpera), autor de tabuletas ilustradas, pintor azulejista (discípulo de “Ferreira das Tabuletas”), e pintor de cavalete. Fez decorações efémeras para o  Tricentenário de Camões (1880) e centenário de Pombal (1882). Participou também na Exposição Universal de Paris de 1889, onde colaborou no pavilhão português, sendo premiado com a medalha de ouro.

Com doze anos de idade veio para Lisboa, aconselhado pelo seu pai e pelo seu primo e pintor ceramista, Mariano António Brandão, para frequentar o Instituto Industrial há pouco criado e a Academia Nacional de Belas Artes, que aconteceria durante um triénio. Com uma obra que ultrapassa mais de sessenta anos de percurso activo, Pereira Cão pintou do Minho ao Algarve, mais de cem edifícios, entre palácios, palacetes, igrejas, capelas, teatros e pastelarias.

A partir de 1880 começou a dedicar-se à produção de azulejos segundo a técnica antiga dos mestres do século XVIII, pintando sobre o vidrado em pó e sem possibilidade de retoque. Neste encontro pretendo falar sobre a sua carreira enquanto pintor ceramista, destacando os edifícios principais onde deixou obra, e revisitando aquele período do romantismo tantas vezes ainda mal compreendido.

Miguel Montez Leal | Instituto de História da Arte, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa

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TWO PAINTERS: PEREIRA CÃO & JORGE COLAÇO


April 29, 2015 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 5.2

Pereira Cão
José Maria Pereira Cão (Setúbal, 1841; Lisbon, 1921) was a known scenographer (disciple of Cinatti and Rambois), a painter-decorator (in fresco and quenching), author of “illustrated tablets”, azulejo painter (disciple of “Ferreira das Tabuletas”), and an easel painter. He did ephemeral decorations for the Tercentennial of Camões (1880) and the centennial of Pombal (1882). He also participated in the Paris Universal Exhibition of 1889, where he collaborated in the portuguese pavillion, being awarded the gold medal.

With twelve years old he came to Lisbon, following the advice of his father and of his cousin, the ceramic painter Mariano António Brandão, to attend the Industrial Institute recently created and the National Academy of Fine Arts, which he attended over a three year period. With a work that exceeds more than sixty years of activity, Pereira Cão painted from Minho to Algarve, in more than a hundred buildings, between palaces, mansions, churches, chapels, theaters and bakeries.

From 1880, he began to dedicate himself to the production of azulejos, according to the ancient technique of the 18th century masters, painting over the glaze powder without the possibility of retouching. At this meeting I intend to talk about his career as a ceramic painter, highlighting the key buildings where he left some of his more important work, and revisiting that romanticism period often still misunderstood.

Miguel Montez Leal | Institute for the History of Art of the Faculty of Social Sciences and Humanities, Universidade Nova de Lisboa

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