O AzLab#16, dedicado ao azulejo da sua vida, teve como convidados Patrícia Nóbrega, investigadora do Az, Paula André, investigadora do DINÂMIA-CET [ISCTE-IUL], Ana Barata, bibliotecária da Biblioteca de Arte [FCG] e Tiago Matos Silva, antropólogo e investigador do Instituto de História Contemporânea [FCSH-UNL].

Patrícia Nóbrega começou por contextualizar o tema, explicando a iniciativa que deu origem à pergunta “qual é o azulejo da sua vida?”, e cujas respostas foram publicadas durante o mês de Agosto no facebook do Az. Foram mostradas algumas das escolhas dos participantes que incidiram, sobretudo, em exemplos do século XX, talvez pela sua forte presença no exterior e em espaços públicos.

Assumindo a dupla função de convidada e moderadora, Paula André começou por destacar o carácter informal da sessão, convidando a participação da assistência e passando a palavra a Ana Barata. Esta investigadora da história de Lisboa e bibliotecária falou na dificuldade que sentiu em escolher um exemplar de azulejo. Se, inicialmente e por questões afectivas, elegeu os painéis do Miradouro de Santa Luzia, acabou por optar pela intervenção de João Abel Manta na Avenida Calouste Gulbenkian. Esta escolha foi justificada pela sua mudança de opinião em relação à obra em questão, considerando-a, actualmente, como uma das mais bem conseguidas intervenções em espaço público da cidade de Lisboa.

Seguiu-se Tiago Matos Silva, o único dos convidados que não tem contacto directo com arte no decorrer do seu trabalho. Começou por referir que se viu confrontado com uma pergunta com a qual nunca se tinha questionado, tendo também tido alguma dificuldade na escolha, acabando por seleccionar a Estação de Metropolitano do Alto dos Moinhos, pela sua “simplicidade difícil”, onde as representações nos transportam directamente para o caderno de esboços de Júlio Pomar.

Antes de justificar a sua escolha, Paula André voltou a pedir a participação da audiência, motivando uma pequena conversa e a enumeração de algumas escolhas. Seguiu-se a sua apresentação, onde referiu a ligação ao azulejo dos arquitectos Le Corbusier, Walter Gropius e Flávio de Carvalho, antes de passar à justificação do azulejo da sua vida. Paula André escolheu a “casa pequena”, em Campolide, pela memória deste edifício isolado durante a sua infância. Actualmente, esta casa pode ser entendida como um símbolo de resistência ao crescimento urbano, encontrando-se cercada por edifícios de vários andares.

Seguiu-se um período de debate, onde Ana Barata chamou à atenção para o facto do azulejo estar presente em múltiplos aspectos da nossa vida quotidiana e no universo visual e pessoal. Tiago Matos Silva referiu ainda que a hegemonia do azulejo acaba por apagá-lo ao olhar do simples transeunte, sendo que são este tipo de perguntas inesperadas que acabam por renovar a nossa atenção para um aspecto tão presente no dia-a-dia. Já no caso dos estrangeiros que nos visitam, pouco habituados à presença do azulejo, esta arte é algo que os deixa sempre muito impressionados.

Considerando o interesse da pergunta e a possibilidade de reunir outras contribuições, foi pedido à assistência que escolhesse um azulejo da vida e autorizasse a sua publicação no blogue AzLab e no facebook.

____________________________________________________

The AzLab#16, dedicated to the Azulejo of your life, had as guests Patrícia Nóbrega, researcher of the Az, Paula André, researcher of the DINÂMIA-CET [ISCTE-IUL], Ana Barata, librarian of the Art Library [FCG] and Tiago Matos Silva, anthropologist and researcher of the Contemporary History Institute [FCSH-UNL].

Patrícia Nóbrega started by contextualizing the theme in question and explaining the initiative that gave rise to the question “What is the Azulejo of your life?”, whose answers were published on the Az facebook during the month of August. The choices of the participants focused mainly on examples of the 20th century, perhaps by its strong presence on the exterior and in public spaces.

Assuming the dual role of guest and moderator, Paula André started by highlighting the session’s informal character, inviting the public’s participation and asking Ana Barata to begin. This librarian and researcher of Lisbon’s history talked about the difficulty that she felt when having to choose an azulejo panel. If, initially and for emotional questions, she chose the panels of the Santa Luzia’s viewpoint, she eventually selected the intervention of João Abel Manta for the Calouste Gulbenkian Avenue. This choice was justified by her change of opinion regarding the work in question, considering it – currently – , as one of the most accomplished interventions in public spaces in the city of Lisbon.

Ana Barata was followed by Tiago Matos Silva, the only one of the guests who doesn’t have direct contact with art in his everyday work. He began by noting that he was faced with a question to which he hadn’t before thought about, having also had some difficulty in choosing, but eventually selecting the Alto dos Moinhos Underground Station for its “difficult simplicity”, where the representations transport us directly to the sketches notebook of Júlio Pomar.

Prior to justify her choice, Paula André asked again for the public’s participation, motivating a conversation and the enumeration of some choices. This was followed by her presentation, in which she referred the connection of the architects Le Corbusier, Walter Gropius and Flávio de Carvalho to the azulejo, before moving on to the justification of the azulejo of her life. Paula André chose the “small house”, in Campolide, for the memory of this isolated house during her childhood. Today, this house can be understood as a symbol of resistance to urban growth, finding itself surrounded by multi-storey buildings.

There was a brief period of debate during in which Ana Barata drew the attention to the azulejo being a presence in many aspects of our daily lives and in our visual and personal universe. Tiago Matos Silva also said that the hegemony of the azulejo eventually delete it to the look of the simple passerby, and it’s just this unexpected questions that end up renewing our attention to such an aspect so present in our day-to-day lives. In the case of the foreigners who visit us, little accustomed to the presence of the azulejo, this art is something that leaves them always very impressed.

Considering the interest of the question and the opportunity to gather other contributions, it was asked to the public to choose a azulejo of each one’s life and the authorization for its publication on the blog AzLab and on the facebook.

Deixar um comentário

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s