Sobre carris. Os azulejos nas estações

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11 de Novembro de 2015 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | sala 2.1

As Estações na Bibliografia | Parte II
Helena Souto (2000: 22-23) refere-se em particular a Jorge Colaço e à importância deste pintor no contexto das estações que vão ser tema do AzLab#17: “Com várias criações deste mesmo  autor, [Jorge Colaço] temos um outro tipo de utilização do revestimento azulejar: as estações de caminho de ferro. Programa de equipamento totalmente novo, fruto da revolução industrial nas suas revolucionárias estruturas de ferro, as nossas estações ao associarem o azulejo produzem o efeito de um panorama: rapidamente, perante os olhos do viajante desfilam lugares, costumes, monumentos, deste país que assim se reinventava.

Em 1915, provenientes da fábrica de Sacavém, efectuou-se a colocação no átrio da Estação de S. Bento, no Porto (cujos trabalhos de construção se encontravam quase terminados), dos painéis de azulejo pintados por Jorge Colaço. As quatro paredes deste vasto espaço foram cobertas com temas heróicos – como a Batalha de Arcos de Valdevez, ou a entrada solene de D. João I vindo do Porto para celebrar o seu casamento -, e cenas quotidianas da região do Douro. Exceptuando a parte superior que apresenta um friso a azul e ouro representando as folhas das árvores da região, por baixo do qual se desenrola uma grande banda policroma mostrando cronologicamente os meios de transporte ao longo dos tempos, todos os imensos painéis de azulejos são pintados a azul sobre fundo branco.

Nas pequenas estações de Vale do Peso e de Castelo de Vide, Jorge Colaço utilizou azulejos de corda seca produzidos pela Fábrica Lusitânia. Em Vale do Peso, são sete os painéis que ornamentam a fachada virada para a via férrea e uma fachada lateral. A azul e branco com cercaduras policromas de motivos florais tratados de forma naturalista, representam um panorama das ruas de aldeia, monumentos, e as actividades da região. Na Estação de Castelo de Vide, idêntica à anterior, apresentam-se cinco painéis também a azul e branco, com cercaduras policromas de folhas e cerejas, que mostram as muralhas e sítios da cidade.”

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Referências bibliográficas:
SOUTO, Maria Helena – “1901 – 1920 Permanências e modernidades na azulejaria portuguesa.” RODRIGUES, Ana Maria (coord.) – O azulejo em Portugal no século XX. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses: Edições Inapa, 2000, pp. 22- 23.

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On rails. The azulejo in the stations


November 11,
 2015 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 2.1

Books about Stations | Part II
Writing about the railway stations as a completely new equipment resulting from the Industrial Revolution, the researcher Helena Souto highlights the importance of the azulejo decorations and the role played by the painter Jorge Colaço. The azulejo coverings produce the effect of a panorama where the places, traditions and monuments of Portugal are displayed before the eyes of the travelers , giving the image of a country that was being reinvented at the time.

The author continues describing the S. Bento railway station, in Oporto, with azulejos applied in 1915, painted by Jorge Colaço and executed in the Sacavém Factory. The themes privileged heroic topics such as the Arco de Valdevez battle or the entry of the king John the 1st to celebrate his marriage, along with everyday life scenes from the Douro area. All these azulejos were painted in blue and white, except the panels depicting the different transports through history.

Helena Souto also refers the small stations such as Vale do Peso and Castelo de Vide, with azulejos from the same painter produced in the Lusitânia Factory. Both stations have azulejos in blue and white depicting the monuments, the streets and the local activities. However, the frames show a more intense polychromy, contrasting vividly with the figurative painting.

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Bibliographical references:
SOUTO, Maria Helena – “1901 – 1920 Permanências e modernidades na azulejaria portuguesa.” RODRIGUES, Ana Maria (coord.) – O azulejo em Portugal no século XX. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses: Edições Inapa, 2000, pp. 22- 23.

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