Sobre carris. Os azulejos nas estações

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11 de Novembro de 2015 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | sala 2.1

As Estações na Bibliografia | Parte III
Sobre as estações do Metropolitano de Lisboa, escolhemos algumas passagens do livro Arte: Metropolitano de Lisboa, de João Castelo-Branco Pereira, onde o autor analisa as diferentes fases de construção do Metropolitano.

“Onze anos depois de constituída a Sociedade Metropolitano de Lisboa, SARL […] abriu a 29 de Dezembro de 1959 para serviço dos cerca de 900 000 habitantes da cidade uma pequena rede de 6,5 quilómetros, servindo onze estações. “Centímetro” chamaram com ironia os lisboetas […] (p. 13)

De 1959 a 1972 cumpre-se um primeiro ciclo de construção do Metropolitano de Lisboa e também de um entendimento específico da valorização plástica dos espaços públicos em Portugal, definitiva referência na história das nossas artes ornamentais, marcada pela visão de Maria Keil. À racionalidade funcionalista porta na escolha do azulejo como revestimento total associou-se uma percepção analítica da tradição, especialmente atenta à vertente repetitiva e seriada da padronagem e também à sua aplicação nas arquitecturas, dependente da arte do azulejador, trabalho importante raramente considerado. Na austeridade desta proposta, Maria Keil alude com inteligência à memória, estabelecendo relações discretas mas eficaz subversão de lógicas antigas, não sem ironia, numa atitude que também marca a sua definitiva modernidade”.

Na primeira fase, a estação Avenida foi a única concebida por outro artista, Rogério Ribeiro.

No final da década de 1970 e início dos anos 80 abriram-se novos átrios de acesso e alargaram-se alguns cais. “Mais de vinte anos passados sobre a construção das primeiras estações, outros entendimentos do azulejo haviam surgido, a par de outras condições do seu uso e realização. Assim, à austeridade e racionalização dos meios da década de 50, subordinados a uma articulação funcionalista, sucedia uma maior liberdade, onde estavam ausentes condicionantes materiais. Agora vão-se afirmar categoricamente os valores pessoais dos cinco autores chamados a colaborar […]” (p. 42).

No fim dos anos oitenta, as intervenções resultantes do alargamento da rede e da ampliação de estações já existentes foram realizadas por autores distintos: “arquitectos com variados entendimentos funcionais destes espaços, sempre associados a artistas plásticos que trabalham outras disciplinas que não o azulejo […]” (p. 77).

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Referências bibliográficas:
PEREIRA, João Castel-Branco – Arte : Metropolitano de Lisboa. Lisboa: Metropolitano de Lisboa, 1995.
PEREIRA, João Castel-Branco – Art in the Metropolitano de Lisboa. Lisboa: Metropolitano de Lisboa, 1995.

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On rails. The azulejo in the stations


November 11,
 2015 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 2.1

Books about Stations | Part III
On the stations of the Lisbon Underground, we choose some excerpts of the book: Art in the Metropolitano de Lisboa, by João Castelo-Branco Pereira, in which the author analyzes the different stages of the Underground construction.

“Eleven years after the setting up of Sociedade Metropolitano de Lisboa, SARL […] a network of eleven stations covering 6.5 kms, was opened on December 29th, 1959 to provide services for the 900,000 inhabitants of the city. The first visible result of a realistic project for the Underground/”Metro” to serve the capital, was immediately, and not without a touch of irony, baptized “Centímetro” by Lisboans (p. 13). […]

Between 1959-1972, the first phase of the construction of the Lisbon underground was successfully completed and stimulated a greater understanding of the importance of the artistic enhancement of public spaces in Portugal, a definitive point of reference in the history of our decorative arts, influenced and marked by the vision of Maria Keil. Functionalist rationality in the choice of the tiles as an overall wall decoration combined with an analytical perception of tradition, and particular awareness of the repetitive and seriate facet of patterning is contingent on the art of the tile maker, highly important work all too rarely given due consideration. In the very austerity of her work, Maria Keil makes intelligent reference to the past while, with a touch of irony, discreetly but effectively subverting old logics, in a stance which also establishes her definitive modernity”.

During the first phase of construction, the station Avenida was the only one designed by another artist, Rogério Ribeiro.

In the late 1970s and early ‘80s new accesses were opened  and some of the ticket hall were expanded. “More than twenty years after the construction of the first stations attitudes towards, and appreciation of azulejos had changed along with conditions for their use and manufacture. The austerity and rationalization of the mid-fifties, subordinate to the functional, were followed by greater freedom where material restrictions was absent. Now the personal merits of the five artists invited to collaborate […] would be categorically asserted” (p. 42).

In the late 1980s, the artistic interventions at the new or expanded stations were carried out by different authors: “ architects with different functional concepts of these spaces, always in conjunction with plastic artists who worked in disciplines other than glazed tiles […]” (p. 77).

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Bibliographical references:
PEREIRA, João Castel-Branco – Arte : Metropolitano de Lisboa. Lisboa: Metropolitano de Lisboa, 1995.
PEREIRA, João Castel-Branco – Art in the Metropolitano de Lisboa. Lisboa: Metropolitano de Lisboa, 1995.

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