JOSÉ MECO: HISTÓRIAS DO AZULEJO

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Resumo
Em formato especial e diferente do habitual, o AzLab#23 intitulado José Meco: histórias do azulejo teve como principal objectivo conduzir uma entrevista colaborativa a José Meco. As perguntas, que nos chegaram através das redes sociais, foram lidas pelos dois moderadores, Vítor Serrão e Rosário Salema de Carvalho, e José Meco respondeu ainda a múltiplas questões dirigidas pelo público presente na sala. Estas incidiram sobre aspectos da sua vida mais ligados ao azulejo, sobre o seu trabalho neste âmbito, sobre as memórias que guardou de artistas, historiadores e outras personalidades com quem conviveu, entre muitas outras.

O ponto de partida para um conjunto de histórias e memórias que se desenrolaram ao longo da sessão foram as duas obras escritas por José Meco na década de 1980. Estas obras fundamentais representaram um esforço para reunir e sintetizar, de uma forma acessível, os estudos de azulejaria produzida ou aplicada em Portugal e viriam a tornar-se marcantes para as investigações que lhe sucederam.

O convidado referiu, também, o trabalho que desenvolveu no Museu do Azulejo (hoje MNAz), recordando a configuração das salas e reservas distintas das de hoje, mas falou, sobretudo, no trabalho que realizou no contexto do Museu da Cidade (actual Museu de Lisboa). Para além da emblemática exposição sobre a azulejaria de Lisboa, em 1984, que impulsionou um novo interesse sobre o azulejo português, José Meco referiu ainda o impacto das exposições internacionais que  acompanhou. O convidado relembrou a sua experiência no transporte das obras, montagem de exposições, e sua divulgação e colaborações entre as diversas instituições envolvidas, assinalando o impacto muito positivo de algumas exposições como as ocorridas na Índia, Tóquio e Brasil. Ainda sobre o Brasil notou-se a familiaridade e vastíssimo conhecimento sobre os revestimentos do país com mais conjuntos azulejares fora de Portugal.

Foi ainda sugerido, por Vítor Serrão, que seria de grande utilidade reunir os textos dispersos de José Meco num único volume. A sessão terminou com a resposta a uma última pergunta – que projectos para o futuro – onde manifestou o seu interesse em continuar a poder dedicar-se não só ao estudo da azulejaria mas também ao das artes decorativas em geral, como a talha, e o desejo que os estudos sobre o património avancem e se renovem.

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JOSÉ MECO: STORIES OF AZULEJO


Session Overview
In a special setting and different from the usual form, the AzLab#23 entitled José Meco: stories of azulejo had as its main objective to conduct a collaborative interview with José Meco. The questions, that come to us through our social networks, were read by the two moderators, Vítor Serrão and Rosário Salema de Carvalho, and José Meco answered too to multiple questions addressed by the audience in the room. These focused on aspects of his life more connected to the azulejo, about his work in this area, about the memories he has from artists, historians and other personalities with whom he coexisted, among many others.

The starting point for a set of stories and memories that took place during the session were the two works written by José Meco in the 1980s. These fundamental works represent an effort to gather and synthesize, in an accessible way, studies of azulejos produced or applied in Portugal and were to become notable for the investigations that succeeded them.

The guest also mentioned the work he developed at the Museu do Azulejo (Azulejo Museum, today National Azulejo Museum), recalling the configuration of the rooms and the reserves distinct of what they are today, but he spoke mostly of his work at the City Museum (today Lisbon Museum). In addition to the emblematic exhibition on the azulejos of Lisbon, in 1984, that spurred a new interest in the Portuguese azulejo, José Meco also mentioned the impact of the international exhibitions that he accompanied. The guest remember his experience in the transport of the panels of azulejo, in the assembly of the exhibition, and the dissemination and collaboration between the various institutions involved, pointing out the very positive impact of some of the exhibitions such as the ones that took place in India, Tokyo and Brazil. Also in Brazil he noted the familiarity and vast knowledge on the coverings of the country with more sets of azulejo outside of Portugal.

It was suggested by Vítor Serrão that it would be useful to gather the scattered texts by José Meco in a single volume. The session ended with the answer to the final question – what projects for the future – where José Meco expressed his interest in continuing to be able to devote himself not only to the study of azulejos but also to the decorative arts in general, such as gilded woodcarving, and the desire that the studies on heritage move forward and renew themselves.

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