OS AZULEJOS DA EXPO ‘98: 20 ANOS DEPOIS

 

Resumo
A Expo ‘98 abriu as suas portas a 22 de Maio de 1998. Vinte anos depois, com o teaser oficial em pano de fundo e com a presença do então comissário, António Mega Ferreira, o AzLab#40 assinala esta efeméride e faz o retrato das intervenções públicas em azulejo do antigo recinto, hoje transformado no Parque das Nações.

A sessão começou com a intervenção de Rosário Salema de Carvalho sobre as representações do mar e dos oceanos na azulejaria, numa introdução que tinha um duplo objectivo: recordar o tema da Expo ‘98 e voltar a chamar a atenção para a sua importância – “Os oceanos: um património para o futuro” -, ao mesmo tempo que se evocava a memória de um outro “pai” da Expo, um “homem dos oceanos”, que foi o professor Mário Ruivo, falecido há pouco mais de um ano.

Seguiu-se a intervenção de António Mega Ferreira que à partida evidenciou a importância da construção do espaço público, a propósito do programa de arte urbana desta exposição universal. Destacou algumas das obras em azulejo (Ilda David, Pedro Casqueiro, Pedro Cabrita Reis, Ivan Chermayeff e, ainda, Jorge Martins), contando muitas e divertidas histórias a propósito da concepção do programa, da relação com os artistas ou das pesquisas, por exemplo, a propósito do Oceanário, que seria impossível reproduzir aqui. Como o próprio referia depois em conversa, há histórias que são para ser contadas, pois escritas perdem toda a piada que lhes empresta um relato vívido e entusiasmado.

Por fim, Inês Leitão propôs um duplo percurso pelo Parque das Nações, abordando primeiro as obras de arte urbana realizadas no contexto da Expo ‘98 e, depois, todas as obras que foram sendo construídas ao longo destes vinte anos, mostrando que o “azulejo continua vivo” e é também um património para o futuro.

No debate final, António Mega Ferreira voltou a referir-se à ideia de que foram os artistas a trazer o azulejo para a Expo ‘98 e, questionado sobre a forma como vê hoje a obra azulejar no contexto da Expo, respondeu que tem dificuldade em ter perspectivas isoladas, pois entende a Expo de um ponto de vista global e integrado, do qual o azulejo faz naturalmente parte.

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THE AZULEJOS OF EXPO ’98: 20 YEARS LATER


Session overview

Expo ’98 opened its doors on May 22nd, 1998. Twenty years later, with the official teaser in the background and with the presence of the then commissioner, António Mega Ferreira, AzLab#40 marks this anniversary and makes the portrait of the public interventions in azulejo (tile) of the old space, now transformed into Parque das Nações.

The session began with the intervention of Rosário Salema de Carvalho on the representations of the sea and the oceans in tiles, in an introduction that had a double objective: to recall the theme of Expo ’98 and to call attention to its importance – “The oceans: a heritage for the future” – while recalling the memory of another “father” of Expo, an “ocean man”, who was Professor Mario Ruivo, who died a little over a year ago.

This was followed by the intervention of António Mega Ferreira, who at the outset evidenced the importance of the construction of the public space, regarding the urban art program of this universal exhibition. He highlighted some of the works in tile (Ilda David, Pedro Casqueiro, Pedro Cabrita Reis, Ivan Chermayeff and also Jorge Martins), telling many fun stories about the program conception, the relationship with the artists or the research, for example, about the Oceanário (Lisbon Aquarium), which would be impossible to replicate here. As he himself later referred to in conversation, there are stories that are to be told, because writing loses all the joke that lends them a vivid and enthusiastic account.

Finally, Inês Leitão proposed a two way walk through Parque das Nações, addressing first the urban art works carried out in the context of Expo ’98 and then all the works that were being built over the last twenty years, showing that the “azulejo remains alive” and is also a heritage for the future.

In the final debate, António Mega Ferreira once again referred the idea that the artists were bringing the tile to Expo ’98 and, questioned about how he sees the tile work today in the context of the Expo, he replied that he has difficulty in having isolated perspectives, since he understands the Expo from a global and integrated point of view, from which the tile naturally takes part.

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