AS TÉCNICAS POR DETRÁS DOS RESULTADOS: USO DA MICROSCOPIA ELECTRÓNICA NO ESTUDO DOS AZULEJOS

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Resumo

Os riscos da utilização dos meios instrumentais, cujos resultados não podem ser observados cegamente mas comportam uma leitura interpretativa, e a importância da abordagem científica, em que a dúvida metódica, a formulação de hipóteses, o recurso a equipas alargadas de modo a abrangerem as diversas áreas do saber necessárias, e ainda a importância de fazer boas perguntas, constituíram parte da extensa introdução cuidadosamente apresentada por João Manuel Mimoso.

Consciente de estar perante um público maioritariamente constituído por historiadores de arte, o convidado do AzLab#41 continuou a explicar, de forma muito eficaz, por exemplo, o princípio da fluorescência de raio X (FRX ou XRF) e os resultados desta técnica instrumental, mostrando dois painéis de azulejo do Museu Nacional do Azulejo, um dos quais de proveniência desconhecida, mas cuja “impressão espectral” muito semelhante permite avançar com a hipótese de estarmos perante painéis oriundos da mesma oficina.

Seguiu-se a explicação do princípio microscopia electrónica de varrimento (MEV ou SEM) e do SEM como meio de observação através da leitura de várias imagens. João Manuel Mimoso continuou mostrando a utilização do SEM como meio de análise e terminou com o uso do SEM aplicado a três exemplos concretos. O primeiro, ligado ao estudo das técnicas, permitiu perceber a técnica usada por Jorge Colaço na Fábrica Lusitânia. O segundo reportou-se  ao estudo de degradação de azulejos de fachada. O terceiro, e último, incidiu sobre os azulejos do Paço Ducal de Vila Viçosa atribuídos à produção de Antuérpia, comparando dois conjuntos de características visuais distintas que se pensava poderem ter origens em diferentes centros produtores, mas cuja análise material mostrou que, muito possivelmente, foram realizados na mesma oficina e forno.

Seguiu-se, como habitualmente, um período de debate que incidiu sobre questões de equipamentos, preparação de amostras, entre outras questões, e terminou com o anúncio da futura disponibilização de novos recursos a quem quiser candidatar “problemas” que possam ser analisados com as técnicas e equipamentos disponíveis.

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THE TECHNIQUES BEHIND THE RESULTS: USE OF ELECTRON MICROSCOPY IN THE STUDY OF AZULEJOS


Session overview

The risks of using instrumental means, whose results cannot be blindly observed but carry an interpretive reading, and the importance of the scientific approach, in which methodical doubt, the formulation of hypotheses, the use of extended teams to cover the various areas of knowledge, as well as the importance of asking good questions, were part of the extensive introduction carefully presented by João Manuel Mimoso.

Conscious of being before a public made up, mostly, of art historians, the guest of AzLab#41 continued to explain, very effectively, for example, the principle of X-ray fluorescence ( XRF) and the results of this instrumental technique, by showing two panels of azulejos (tiles) from the National Azulejo Museum, one of which is of unknown origin, but whose very similar “spectral impression” allows us to proceed with the hypothesis of being in front of panels from the same workshop.

This was followed by the scanning electron microscopy (SEM) and of SEM as the means of observation through the reading of several images. João Manuel Mimoso continued to show the use of SEM as a means of analysis and ended with the use of SEM applied to three concrete examples. The first one, linked to the study of techniques, allowed to understand the technique used by Jorge Colaço in the Factory Lusitânia. The second one was about the study of degradation of façade tiles. The third, and last, focused on the tiles of Paço Ducal of Vila Viçosa attributed to the Antwerp production, comparing two sets of distinct visual characteristics that were thought to have origins in different producing centers, but whose material analysis showed that, quite possibly, were carried out in the same workshop.

As usual, there was a period of debate that focused on equipment issues, sample preparation, among other questions, and ended with the announcement of the future availability of new resources to anyone who wants to apply for “problems” that can be analyzed with the techniques and equipment available.

AS TÉCNICAS POR DETRÁS DOS RESULTADOS: USO DA MICROSCOPIA ELECTRÓNICA NO ESTUDO DOS AZULEJOS

6 ​de​ Junho ​​de​ ​2018​ ​|​ ​18h00​ ​|​ ​Faculdade​ ​de​ ​Letras​ ​da​ ​Universidade​ ​de​ ​Lisboa​ ​|​ ​sala​ ​5.2

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Resumo

A interdisciplinaridade na investigação é necessária para o avanço dos conhecimentos. Em muitos estudos é possível apoiar o trabalho dos historiadores com resultados instrumentais que podem confirmar ou infirmar hipóteses, ou ainda contribuir para esclarecer lacunas no conhecimento.

Este AzLab será o primeiro dedicado ao apoio instrumental à investigação, sendo referidos dois meios: a microscopia electrónica de varrimento (SEM na abreviatura inglesa) e a espectroscopia de raios X dispersiva de energia (EDS e XRF, nas abreviaturas inglesas). Serão explicados os princípios de funcionamento e demonstrados alguns resultados obtidos através destes meios instrumentais.

João Manuel Mimoso Laboratório Nacional de Engenharia Civil |

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THE TECHNIQUES BEHIND THE RESULTS: USE OF ELECTRON MICROSCOPY IN THE STUDY OF AZULEJOS


June 6th, 2018 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 5.2

Abstract

Interdisciplinarity in research is necessary for the advancement of knowledge. In many studies it is possible to support the work of historians with instrumental results that can confirm or invalidate hypotheses or contribute to clarify knowledge gaps.

This AzLab will be the first dedicated to the instrumental support to the investigation, being mentioned two resources: scanning electron microscopy (SEM) and energy dispersive X-ray spectroscopy (EDS and XRF). It will be explained the principles of their operation and some results obtained through these instrumental resources will be demonstrated.

João Manuel Mimoso | LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil |

AS TÉCNICAS POR DETRÁS DOS RESULTADOS: USO DA MICROSCOPIA ELECTRÓNICA NO ESTUDO DOS AZULEJOS

6 ​de​ Junho ​​de​ ​2018​ ​|​ ​18h00​ ​|​ ​Faculdade​ ​de​ ​Letras​ ​da​ ​Universidade​ ​de​ ​Lisboa​ ​|​ ​sala​ ​5.2

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Convidado:
João Manuel Mimoso [Laboratório Nacional de Engenharia Civil]

João Manuel Mimoso
Licenciatura em Engenharia Mecânica / Termodinâmica Aplicada e pós-graduação em Gestão pela Universidade de Lisboa. Investigador-coordenador do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, onde dirige estudos sobre a conservação do património cultural e, em particular, dos azulejos.

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THE TECHNIQUES BEHIND THE RESULTS: USE OF ELECTRON MICROSCOPY IN THE STUDY OF AZULEJOS


June 6th, 2018 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 5.2

Invited speaker:
João Manuel Mimoso [LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil]

João Manuel Mimoso
Degree in Mechanical Engineering / Applied Thermodynamics and postgraduate in Management from the University of Lisbon.
Researcher-coordinator of LNEC, where he directs studies on cultural heritage conservation and, in particular, of azulejos (tiles).

AS TÉCNICAS POR DETRÁS DOS RESULTADOS: USO DA MICROSCOPIA ELECTRÓNICA NO ESTUDO DOS AZULEJOS

6 ​de​ Junho ​​de​ ​2018​ ​|​ ​18h00​ ​|​ ​Faculdade​ ​de​ ​Letras​ ​da​ ​Universidade​ ​de​ ​Lisboa​ ​|​ ​sala​ ​5.2

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Este mês o AzLab faz nova incursão pela interdiciplinaridade no estudo da azulejaria, convidando João Manuel Mimoso, investigador-coordenador do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, que irá abordar dois meios instrumentais de apoio à investigação: a microscopia electrónica de varrimento (SEM) e a espectroscopia de raios X dispersiva de energia (EDS e XRF). A não perder!

Convidado:
João Manuel Mimoso [Laboratório Nacional de Engenharia Civil]

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THE TECHNIQUES BEHIND THE RESULTS: USE OF ELECTRON MICROSCOPY IN THE STUDY OF AZULEJOS


June 6th, 2018 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 5.2

This month, AzLab makes another incursion into the study of azulejos (tiles), with our guest João Manuel Mimoso, researcher-coordinator of LNEC, who will address two instrumental resources of supporting research: scanning electron microscopy (SEM) and energy dispersive X-ray spectroscopy (EDS and XRF). Do not lose it!

Invited speaker:
João Manuel Mimoso [Laboratório Nacional de Engenharia Civil]

OS AZULEJOS DA EXPO ‘98: 20 ANOS DEPOIS

 

Resumo
A Expo ‘98 abriu as suas portas a 22 de Maio de 1998. Vinte anos depois, com o teaser oficial em pano de fundo e com a presença do então comissário, António Mega Ferreira, o AzLab#40 assinala esta efeméride e faz o retrato das intervenções públicas em azulejo do antigo recinto, hoje transformado no Parque das Nações.

A sessão começou com a intervenção de Rosário Salema de Carvalho sobre as representações do mar e dos oceanos na azulejaria, numa introdução que tinha um duplo objectivo: recordar o tema da Expo ‘98 e voltar a chamar a atenção para a sua importância – “Os oceanos: um património para o futuro” -, ao mesmo tempo que se evocava a memória de um outro “pai” da Expo, um “homem dos oceanos”, que foi o professor Mário Ruivo, falecido há pouco mais de um ano.

Seguiu-se a intervenção de António Mega Ferreira que à partida evidenciou a importância da construção do espaço público, a propósito do programa de arte urbana desta exposição universal. Destacou algumas das obras em azulejo (Ilda David, Pedro Casqueiro, Pedro Cabrita Reis, Ivan Chermayeff e, ainda, Jorge Martins), contando muitas e divertidas histórias a propósito da concepção do programa, da relação com os artistas ou das pesquisas, por exemplo, a propósito do Oceanário, que seria impossível reproduzir aqui. Como o próprio referia depois em conversa, há histórias que são para ser contadas, pois escritas perdem toda a piada que lhes empresta um relato vívido e entusiasmado.

Por fim, Inês Leitão propôs um duplo percurso pelo Parque das Nações, abordando primeiro as obras de arte urbana realizadas no contexto da Expo ‘98 e, depois, todas as obras que foram sendo construídas ao longo destes vinte anos, mostrando que o “azulejo continua vivo” e é também um património para o futuro.

No debate final, António Mega Ferreira voltou a referir-se à ideia de que foram os artistas a trazer o azulejo para a Expo ‘98 e, questionado sobre a forma como vê hoje a obra azulejar no contexto da Expo, respondeu que tem dificuldade em ter perspectivas isoladas, pois entende a Expo de um ponto de vista global e integrado, do qual o azulejo faz naturalmente parte.

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THE AZULEJOS OF EXPO ’98: 20 YEARS LATER


Session overview

Expo ’98 opened its doors on May 22nd, 1998. Twenty years later, with the official teaser in the background and with the presence of the then commissioner, António Mega Ferreira, AzLab#40 marks this anniversary and makes the portrait of the public interventions in azulejo (tile) of the old space, now transformed into Parque das Nações.

The session began with the intervention of Rosário Salema de Carvalho on the representations of the sea and the oceans in tiles, in an introduction that had a double objective: to recall the theme of Expo ’98 and to call attention to its importance – “The oceans: a heritage for the future” – while recalling the memory of another “father” of Expo, an “ocean man”, who was Professor Mario Ruivo, who died a little over a year ago.

This was followed by the intervention of António Mega Ferreira, who at the outset evidenced the importance of the construction of the public space, regarding the urban art program of this universal exhibition. He highlighted some of the works in tile (Ilda David, Pedro Casqueiro, Pedro Cabrita Reis, Ivan Chermayeff and also Jorge Martins), telling many fun stories about the program conception, the relationship with the artists or the research, for example, about the Oceanário (Lisbon Aquarium), which would be impossible to replicate here. As he himself later referred to in conversation, there are stories that are to be told, because writing loses all the joke that lends them a vivid and enthusiastic account.

Finally, Inês Leitão proposed a two way walk through Parque das Nações, addressing first the urban art works carried out in the context of Expo ’98 and then all the works that were being built over the last twenty years, showing that the “azulejo remains alive” and is also a heritage for the future.

In the final debate, António Mega Ferreira once again referred the idea that the artists were bringing the tile to Expo ’98 and, questioned about how he sees the tile work today in the context of the Expo, he replied that he has difficulty in having isolated perspectives, since he understands the Expo from a global and integrated point of view, from which the tile naturally takes part.

OS AZULEJOS DA EXPO ‘98: 20 ANOS DEPOIS


23 ​de​ Maio ​​
de​ ​2018​ ​|​ ​18h00​ ​|​ ​Faculdade​ ​de​ ​Letras​ ​da​ ​Universidade​ ​de​ ​Lisboa​ ​|​ ​sala​ ​5.2

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Sugestões de leitura
Arte Urbana = Urban Art. Lisboa: Parque EXPO 98, 1998.

Azulejos dos oceanos / Tiles of the Oceans. Lisboa: Instituto Português de Museus / Oceanário de Lisboa, 1997.

LEITÃO, Inês – “Lisboa. Expo ’98, actual Parque das Nações / Expo ’98, currently the Park of the Nations.” Azulejos – Maravilhas de Portugal / Wonders of Portugal. Vila Nova de Famalicão: Centro Atlântico. 2017. p. 213-219.

LEITÃO, Inês – “O papel do azulejo na regeneração urbana da doca dos Olivais, em Lisboa: da Expo ’98 ao Parque das Nações.” Arte Pública na Era da Criatividade Digital. Atas do Colóquio Internacional 2017. / Public Art in the Digital Creativity Era. International Conference Proceedings 2017. Vol. 2. Porto: Universidade Católica Editora / CITAR. 2017. p. 396-413. [URL: http://www.uceditora.ucp.pt/resources/Documentos/UCEditora/PDF%20Livros/Porto/DIGITAL_ATAS_ArtePublica_VOL2.pdf].

OLIVEIRA, Luísa Soares de – “1974-2000. Arte em Cerâmica: A Cerâmica Contemporânea de Autor em Portugal.” O Azulejo em Portugal no século XX. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses / INAPA. 2000. p. 157-193.

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THE AZULEJOS OF EXPO ’98: 20 YEARS LATER


May 23rd,
2018 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 5.2

Reading suggestions
Arte Urbana = Urban Art. Lisbon: Parque EXPO 98, 1998.

Azulejos dos oceanos / Tiles of the Oceans. Lisbon: Instituto Português de Museus / Oceanário de Lisboa, 1997.

LEITÃO, Inês – “Lisboa. Expo ’98, actual Parque das Nações / Expo ’98, currently the Park of the Nations.” Azulejos – Maravilhas de Portugal / Wonders of Portugal. Vila Nova de Famalicão: Centro Atlântico. 2017. p. 213-219.

LEITÃO, Inês – “O papel do azulejo na regeneração urbana da doca dos Olivais, em Lisboa: da Expo ’98 ao Parque das Nações.” Arte Pública na Era da Criatividade Digital. Atas do Colóquio Internacional 2017. / Public Art in the Digital Creativity Era. International Conference Proceedings 2017. Vol. 2. Oporto: Universidade Católica Editora / CITAR. 2017. p. 396-413. [URL: http://www.uceditora.ucp.pt/resources/Documentos/UCEditora/PDF%20Livros/Porto/DIGITAL_ATAS_ArtePublica_VOL2.pdf].

OLIVEIRA, Luísa Soares de – “1974-2000. Arte em Cerâmica: A Cerâmica Contemporânea de Autor em Portugal.” O Azulejo em Portugal no século XX. Lisbon: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses / INAPA. 2000. p. 157-193.

OS AZULEJOS DA EXPO ‘98: 20 ANOS DEPOIS

23 ​de​ Maio ​​de​ ​2018​ ​|​ ​18h00​ ​|​ ​Faculdade​ ​de​ ​Letras​ ​da​ ​Universidade​ ​de​ ​Lisboa​ ​|​ ​sala​ ​5.2

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Convidados:
António Mega Ferreira  [AMEC | Metropolitana – Director Executivo]
Inês Leitão [Az – Rede de Investigação em Azulejo (ARTIS-IHA / FLUL)]
Rosário Salema de Carvalho [Az – Rede de Investigação em Azulejo (ARTIS-IHA / FLUL)]

António Mega Ferreira
Escritor, gestor e jornalista, António Mega Ferreira nasceu em Lisboa em 1949, estudou Direito e Comunicação Social e foi jornalista profissional de 1975 a 1986, na imprensa escrita e na televisão. Foi Diretor Editorial do Círculo de Leitores de 1986 a 1988, chefiou a candidatura de Lisboa à EXPO’98 e foi seu comissário executivo. Foi o primeiro presidente do Oceanário de Lisboa e do Pavilhão Atlântico. De 1999 a 2002 foi presidente do conselho de administração da Parque Expo SA. De 2006 a 2012, presidiu à Fundação Centro Cultural de Belém. Atualmente, é Diretor Executivo da AMEC|Metropolitana.  Como escritor, tem cerca de quarenta obras publicadas, entre ficção, ensaio, poesia e crónicas. Últimos títulos: Itália, Práticas de viagem (2017) e O Essencial sobre Dante Alighieri (2017).

Inês Leitão
É investigadora integrada (sem doutoramento) do ARTIS – Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, desenvolvendo actividade no Az – Rede de Investigação em Azulejo (grupo a que pertence desde 2013). Actualmente é bolseira de doutoramento da Fundação para Ciência e Tecnologia (FCT), na FLUL, no contexto do qual estuda a produção azulejar contemporânea aplicada no espaço público (1950-2020). Em 2016 obteve o grau de mestre em Arte, Património e Teoria do Restauro pela mesma faculdade, com a dissertação intitulada A arte pública e a construção do lugar. A presença do azulejo (1970-2013). É licenciada em História da Arte também pela FLUL (2013) e formada em Design Gráfico pela Escola Profissional de Imagem do grupo ETIC – Escola de Tecnologia Inovação e Criação (2009). Como investigadora integrou alguns projectos, nomeadamente o Az Infinitum – Sistema de Referência e Indexação de Azulejo e Catalogação de padrões da azulejaria portuguesa, tendo ainda integrado a equipa permanente do seminário mensal AzLab – Estudos do Azulejo. Os seus principais interesses de investigação são o azulejo contemporâneo e o espaço público, tendo alguns capítulos de livros e artigos publicados.

Rosário Salema de Carvalho
É investigadora integrada do ARTIS – Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, desenvolvendo actividade no Az – Rede de Investigação em Azulejo (grupo a que pertence desde 2007). Neste contexto coordena vários projetos, entre os quais o Az Infinitum – Sistema de Referência e Indexação de Azulejo, resultante de uma parceria com o Museu Nacional do Azulejo e a empresa Sistemas do Futuro. Tem desenvolvido investigação na área do património e, principalmente, na área da azulejaria portuguesa, com livros e artigos publicados. A sua dissertação de doutoramento em História da Arte foi dedicada a um dos períodos mais significativos da história do azulejo português, o designado “Ciclo dos Mestres” (1675-1725).

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THE AZULEJOS OF EXPO ’98: 20 YEARS LATER


May 23rd,
2018 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 5.2

Invited speakers:
António Mega Ferreira  [AMEC | Metropolitana – Executive Director]
Inês Leitão [Az – Rede de Investigação em Azulejo (ARTIS-IHA / FLUL)]
Rosário Salema de Carvalho [Az – Rede de Investigação em Azulejo (ARTIS-IHA / FLUL)]

António Mega Ferreira
Writer, administrator and journalist, António Mega Ferreira was born in Lisbon in 1949, studied Law and Social Communication and was a professional journalist from 1975 to 1986, in the written press and on television. He was Círculo de Leitores Editorial Director from 1986 to 1988, headed the Lisbon candidacy to EXPO’98 and was its executive commissioner. He was the first president of the Oceanário de Lisboa (Lisbon Aquarium) and the Pavilhão Atlântico (Pavilion Atlantic). From 1999 to 2002 he was chairman of the board of directors of Parque Expo SA. From 2006 to 2012, he presided over the Centro Cultural de Belém Foundation. He is currently Executive Director of AMEC | Metropolitana. As a writer, he has about forty published works, between fiction, essay, poetry and chronicles. Latest titles: Itália, Práticas de viagem (Italy, Travel Practices) (2017) and O Essencial sobre Dante Alighieri (The Essential about Dante Alighieri) (2017).

Inês Leitão
Integrated researcher (without PhD) at ARTIS – Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, developing activity in the Az – Rede de Investigação em Azulejo (group to which she belongs since 2013). She is currently a doctoral fellow of the Fundação para Ciência e Tecnologia (FCT), at FLUL, in the context of which she studies contemporary tile production applied in public space (1950-2020). In 2016 she obtained a master’s degree in Art, Heritage and Theory of Restoration by the same faculty, with the dissertation entitled A arte pública e a construção do lugar. A presença do azulejo (1970-2013). She holds a degree in History of Art from FLUL (2013) and she graduated in Graphic Design from the Professional School of Image of ETIC – Escola de Tecnologia Inovação e Criação (2009). As a researcher she has been involved in some projects, such as Az Infinitum – Sistema de Referência e Indexação de Azulejo and Catalogação de padrões da azulejaria portuguesa, having also integrated the permanent team of the monthly seminar AzLab – Estudos do Azulejo. Her main research interests are contemporary tile and public space, with chapters of books and articles published.

Rosário Salema de Carvalho
Integrated researcher at ARTIS – Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, developing activity in the Az – Rede de Investigação em Azulejo (group to which she belongs since 2007). In this context, she coordinates several projects, among them Az Infinitum – Sistema de Referência e Indexação de Azulejo, resulting from a partnership with the National Azulejo Museum and the company Sistemas do Futuro. She has developed research in the area of heritage and, mainly, in the area of Portuguese tiles, with books and published articles. Her doctoral dissertation in History of Art was dedicated to one of the most significant periods in Portuguese tile history, the so-called “Ciclo dos Mestres” (1675-1725).