Flor Peregrina: São Benedito e o Brasil Colonial

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9 de Dezembro de 2015 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | sala 2.1

Convidado:
Nuno Senos [CHAM – FCSH-NOVA – UAc]

Nuno Senos licenciou-se em História da Arte pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa, onde fez também mestrado. A sua tese, O Paço da Ribeira, 1501-1581, foi publicada em 2002. Doutorou-se no Institute of Fine Arts, da New York University, onde defendeu uma tese intitulada Franciscan art and architecture in colonial Brazil, 1650-1800.

Os seus interesses de investigação e focos de ensino estendem-se da arquitectura quinhentista portuguesa, com especial atenção às estruturas palacianas, à arquitectura do Brasil colonial, e ao consumo artístico em Portugal na Idade Moderna.

É actualmente membro da direcção e investigador-coordenador do Centro de História d’Aquém e Além-Mar da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade dos Açores, onde coordena um grupo de trabalho dedicado ao estudo das artes e da expansão portuguesa. É também professor convidado do Departamento de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

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Pilgrim Flower: Saint Benedict and Colonial Brazil


December 9,
 2015 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 2.1

Invited speaker:
Nuno Senos [CHAM – FCSH-NOVA – UAc]

Nuno Senos earned his BA from the Universidade Nova de Lisboa where he majored in History and Art History. He earned his MA from the same university where he worked on Portuguese architecture of the 16th century. His thesis, entitled O Paço da Ribeira, 1501-1581, was published in 2002. In 2006 he completed his Ph.D. at the Institute of Fine Arts, New York University, where he worked on Franciscan art and architecture in colonial Brazil, 1650-1800 under the advising of Professor Jonathan Brown.

His research interests range from 16th century Portuguese architecture, with a special focus on residential buildings, to the architecture of colonial Brazil, to the impact of empire in art consumption in Portugal in the 16th century.

He is Associate Researcher at the Portuguese Center for Global History at the Universidade Nova, Lisbon, where he heads the research group on The Arts and the Portuguese Expansion. He also teaches History of Early Modern and Colonial Art at the Universidade Nova de Lisboa.

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Fotos / Photos: © Nuno Senos e Biblioteca de Arte FCG [CFT009.3316.ic] | Design: © Inês Leitão

 

Flor Peregrina: São Benedito e o Brasil Colonial

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9 de Dezembro de 2015 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | sala 2.1

Na década de 1740, os Franciscanos da província de Santo António do Brasil empenharam-se na promoção da devoção de um santo que nada tinha a ver com o Brasil, nem sequer com Portugal, São Benedito. Tal devoção servia o interesse da Ordem na sua vontade de renegociar o estatuto da população negra na pirâmide política da colónia, especialmente no Nordeste, área em que esta era particularmente numerosa e onde a Ordem fez o maior investimento na promoção desta devoção.

Benedito era filho de escravos africanos da Sicília do século XVI. O seu processo de canonização foi duas vezes aberto e inconclusivamente encerrado até que foi oficialmente declarado beato em 1743. Nada preocupados com os avanços e recuos deste processo, os Franciscanos do Brasil aproveitaram todo o potencial desta declaração e celebraram o novo beato como se de um santo se tratasse.

Nesta comunicação, explorarei as vias através das quais a Ordem promoveu esta devoção, que incluíram a construção de capelas e dos respectivos altares, bem como a encomenda de estátuas, pinturas, gravuras, combinadas com festividades públicas, sermões e outros tipos de fontes escritas. O mais espectacular dos recursos utilizados pelos Frades Menores foi, porventura, a encomenda de um monumental ciclo azulejar que decora a portaria do convento de Serinhaém, foco particular desta comunicação. [Nuno Senos]

Convidado:
Nuno Senos [CHAM – FCSH-NOVA – UAc]

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Pilgrim Flower: Saint Benedict and Colonial Brazil


December 9,
 2015 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 2.1

In the 1740s, the Franciscans of the province of St. Anthony in Brazil committed themselves to the promotion of  the devotion to a saint who had nothing to do with Brazil, not even with Portugal – Saint Benedict. Such devotion served the interests of the Order in their willingness to renegotiate the status of the black population in the colony’s political pyramid, especially in the Northeast.  This area, in which this population was particularly numerous, was where the Order made their largest investment in promoting this devotion.

Benedict was the son of African slaves from 16th-century Sicily. His process of canonization was opened and inconclusively closed twice until he was officially declared beatified in 1743. Unfazed by the advances and retreats of this process, the Brazilian Franciscans exploited the full potential of benedict’s new status and celebrated the new Blessed as if he were a saint.

In this presentation, the researcher Nuno Senos will explore the ways in which the Order promoted this devotion, which included the construction of chapels and its altars, as well as the ordering of statues, paintings, engravings, combined with public festivities, sermons and other written sources. The most spectacular resource used by the Friars Minor was perhaps the ordering of a monumental cycle of azulejos which decorates the entrance hall of the convent of Serinhaém, which will be the main focus of this presentation.  [Nuno Senos]

Invited speaker:
Nuno Senos [CHAM – FCSH-NOVA – UAc]

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Fotos / Photos: © Nuno Senos e Biblioteca de Arte FCG [CFT009.3316.ic] | Design: © Inês Leitão

O AzLab#17 intitulado Sobre carris. Os azulejos nas estações teve como convidados Tiago Borges Lourenço e Ana Almeida e contou com a moderação de Rosário Salema de Carvalho. Respeitando a cronologia dos azulejos em análise, a apresentação de Tiago Borges Lourenço  com o título “Postais Azulejados: Decoração Azulejar Figurativa das Estações Ferroviárias Portuguesas”  começou por definir cinco importantes fases de aplicação de azulejos nestes equipamentos, no decorrer da primeira metade do século XX.

O investigador explicou depois que, até à década de 1920, as intervenções resultaram de encomendas das Companhias Ferroviárias mas, a partir de então, muitas obras tiveram origem na iniciativa local. A investigação realizada no âmbito da sua tese de mestrado permitiu também definir os principais centros artísticos, os  temas iconográficos mais significativos e destacar algumas diferenças no tratamento das molduras em azulejo presentes nas estações ferroviárias estudadas.

Seguiu-se a intervenção de Ana Almeida intitulada “Metropolitano de Lisboa. Trânsitos do olhar”. Mais do que uma enumeração de estações e dos seus revestimentos azulejares, a intervenção de Ana Almeida focou-se nas intervenções artísticas como pretexto para uma viagem do olhar através da citação/apropriação ou evocação (mais ou menos óbvias) da história da arte, e da azulejaria em particular, do percurso dos artistas, da cidade e do mundo, fazendo cruzamentos simultâneos entre o espaço e o tempo, tendo as estações de metro como leitmotiv.

Para apresentar este novo meio de transporte de Lisboa, foi visionado um excerto do filme “Metropolitano”, produzido pela Tobis no ano de 1959, onde se apresenta, de forma didáctica, o  Metropolitano e o seu modo de funcionamento. Também é possível ver  algumas das estações na sua configuração arquitectónica original, com os revestimentos de Maria Keil e o mobiliário concebido pelo arquitecto Keil do Amaral, responsável pelo projecto da estação-tipo. O filme, que é hoje  um documento histórico, pode ser visto no youtube.

Durante o período de debate, Ana Almeida respondeu a perguntas sobre os critérios para as intervenções em azulejos das primeiras onze estações de metro e sobre a valorização do trabalho de Maria Keil. Por sua vez, Tiago Borges Lourenço foi questionado sobre o porquê de aplicação de azulejo de padrão ou figurativo em determinadas estações e quais os critérios para as escolhas iconográficas e dos artistas. A questão da arte pública e da construção do lugar foi outro dos temas em debate, estabelecendo-se um paralelo entre o subterrâneo que simula a superfície, no caso do Metropolitano, e os azulejos com representações de monumentos, nas estações ferroviárias. Os dois convidados tiveram ainda oportunidade de falar sobre  importância as intervenções artísticas das estações ferroviárias e do Metropolitano relativamente a outros transportes, como os rodoviários, que parecem ter privilegiado um cariz mais funcional. A citação e apropriação de temas e técnicas por parte dos artistas, em relação à história do azulejo, foi o último assunto abordado nesta sessão.

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The AzLab#17 entitled On rails. The azulejo in the stations had as guests Tiago Borges Lourenço and Ana Almeida and was moderated by Rosário Salema de Carvalho. Respecting the chronology of the azulejos under analysis, the presentation of Tiago Borges Lourenço entitled “Tiled Postcards: the figurative azulejo decoration of the portuguese railway stations” started with the definition of five major stages of the azulejo coverings in these stations, during the first half of the 20th century.

The researcher explained that until the 1920’s the interventions resulted from orders of the Railway Companies but, since then, the commission of many works was due to local initiative. The research that Tiago Borges Lourenço undertook under his master’s thesis allowed him to define the major artistic centers, the more significant iconographic themes and to highlight some of the diferences in the treatment of the azulejo frames present in the studied railway stations.

This was followed by the intervention of Ana Almeida entitled “Lisbon Underground. Transits of the view”. More than a list of stations and their azulejo coverings, Ana Almeida focused on the artistic interventions as a pretext for a journey through the citation / appropriation or evocation (more or less obvious) of the history of art. Highlightening the azulejo Ana Almeida talked about the artists, the city and the world, making simultaneous crossings between space and time, having the Underground stations as leitmotiv.

To present this new Lisbon’s transport, it was envisioned an excerpt from the film “Metropolitano”, produced by Tobis in the year 1959. The film’s intention was to explain, in a didactic way, the Underground and its mode of operation. We also can see some of the stations in its original architectural layout, with the azulejo coverings of Maria Keil and the furniture designed by Francisco Keil do Amaral, the architect responsible for the station-type project. The film, which is today a historical document, can be seen on youtube.

During the debate, Ana Almeida answered questions about the criteria for the azulejo interventions of the first eleven Underground stations and on the appreciation of Maria Keil’s work. In turn, Tiago Borges Lourenço was asked about why the application of pattern or figurative azulejos in certain stations and the criteria for choosing the iconographic themes and its artists. The question about public art and the construction of the place was another issue under discussion, establishing a parallel between the subterranean that simulates the surface, in the case of the Underground, and the azulejos depicting monuments in the railway stations. The two guests had yet the opportunity to talk about the importance of the artistic interventions of the railway and Underground stations in relation to other means of transport such as the road transport network, who seem to have favored a more functional nature. The citation and appropriation of themes and techniques by the artists, in relation to the history of the azulejo, was the last issue addressed in this session.

Sobre carris. Os azulejos nas estações

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On rails. The azulejo in the stations


ATENÇÃO, MUDÁMOS DE SALA!
O AzLab passou a decorrer na sala 2.1.
Entrando pela porta principal da FLUL, depois de atravessar o átrio e subir as escadas, virar à direita e seguir até ao fundo do corredor. A sala 2.1 é em frente (do lado esquerdo da secretária).

Sobre carris. Os azulejos nas estações

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11 de Novembro de 2015 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | sala 2.1

As Estações na Bibliografia | Parte III
Sobre as estações do Metropolitano de Lisboa, escolhemos algumas passagens do livro Arte: Metropolitano de Lisboa, de João Castelo-Branco Pereira, onde o autor analisa as diferentes fases de construção do Metropolitano.

“Onze anos depois de constituída a Sociedade Metropolitano de Lisboa, SARL […] abriu a 29 de Dezembro de 1959 para serviço dos cerca de 900 000 habitantes da cidade uma pequena rede de 6,5 quilómetros, servindo onze estações. “Centímetro” chamaram com ironia os lisboetas […] (p. 13)

De 1959 a 1972 cumpre-se um primeiro ciclo de construção do Metropolitano de Lisboa e também de um entendimento específico da valorização plástica dos espaços públicos em Portugal, definitiva referência na história das nossas artes ornamentais, marcada pela visão de Maria Keil. À racionalidade funcionalista porta na escolha do azulejo como revestimento total associou-se uma percepção analítica da tradição, especialmente atenta à vertente repetitiva e seriada da padronagem e também à sua aplicação nas arquitecturas, dependente da arte do azulejador, trabalho importante raramente considerado. Na austeridade desta proposta, Maria Keil alude com inteligência à memória, estabelecendo relações discretas mas eficaz subversão de lógicas antigas, não sem ironia, numa atitude que também marca a sua definitiva modernidade”.

Na primeira fase, a estação Avenida foi a única concebida por outro artista, Rogério Ribeiro.

No final da década de 1970 e início dos anos 80 abriram-se novos átrios de acesso e alargaram-se alguns cais. “Mais de vinte anos passados sobre a construção das primeiras estações, outros entendimentos do azulejo haviam surgido, a par de outras condições do seu uso e realização. Assim, à austeridade e racionalização dos meios da década de 50, subordinados a uma articulação funcionalista, sucedia uma maior liberdade, onde estavam ausentes condicionantes materiais. Agora vão-se afirmar categoricamente os valores pessoais dos cinco autores chamados a colaborar […]” (p. 42).

No fim dos anos oitenta, as intervenções resultantes do alargamento da rede e da ampliação de estações já existentes foram realizadas por autores distintos: “arquitectos com variados entendimentos funcionais destes espaços, sempre associados a artistas plásticos que trabalham outras disciplinas que não o azulejo […]” (p. 77).

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Referências bibliográficas:
PEREIRA, João Castel-Branco – Arte : Metropolitano de Lisboa. Lisboa: Metropolitano de Lisboa, 1995.
PEREIRA, João Castel-Branco – Art in the Metropolitano de Lisboa. Lisboa: Metropolitano de Lisboa, 1995.

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On rails. The azulejo in the stations


November 11,
 2015 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 2.1

Books about Stations | Part III
On the stations of the Lisbon Underground, we choose some excerpts of the book: Art in the Metropolitano de Lisboa, by João Castelo-Branco Pereira, in which the author analyzes the different stages of the Underground construction.

“Eleven years after the setting up of Sociedade Metropolitano de Lisboa, SARL […] a network of eleven stations covering 6.5 kms, was opened on December 29th, 1959 to provide services for the 900,000 inhabitants of the city. The first visible result of a realistic project for the Underground/”Metro” to serve the capital, was immediately, and not without a touch of irony, baptized “Centímetro” by Lisboans (p. 13). […]

Between 1959-1972, the first phase of the construction of the Lisbon underground was successfully completed and stimulated a greater understanding of the importance of the artistic enhancement of public spaces in Portugal, a definitive point of reference in the history of our decorative arts, influenced and marked by the vision of Maria Keil. Functionalist rationality in the choice of the tiles as an overall wall decoration combined with an analytical perception of tradition, and particular awareness of the repetitive and seriate facet of patterning is contingent on the art of the tile maker, highly important work all too rarely given due consideration. In the very austerity of her work, Maria Keil makes intelligent reference to the past while, with a touch of irony, discreetly but effectively subverting old logics, in a stance which also establishes her definitive modernity”.

During the first phase of construction, the station Avenida was the only one designed by another artist, Rogério Ribeiro.

In the late 1970s and early ‘80s new accesses were opened  and some of the ticket hall were expanded. “More than twenty years after the construction of the first stations attitudes towards, and appreciation of azulejos had changed along with conditions for their use and manufacture. The austerity and rationalization of the mid-fifties, subordinate to the functional, were followed by greater freedom where material restrictions was absent. Now the personal merits of the five artists invited to collaborate […] would be categorically asserted” (p. 42).

In the late 1980s, the artistic interventions at the new or expanded stations were carried out by different authors: “ architects with different functional concepts of these spaces, always in conjunction with plastic artists who worked in disciplines other than glazed tiles […]” (p. 77).

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Bibliographical references:
PEREIRA, João Castel-Branco – Arte : Metropolitano de Lisboa. Lisboa: Metropolitano de Lisboa, 1995.
PEREIRA, João Castel-Branco – Art in the Metropolitano de Lisboa. Lisboa: Metropolitano de Lisboa, 1995.

Sobre carris. Os azulejos nas estações

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11 de Novembro de 2015 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | sala 2.1

As Estações na Bibliografia | Parte II
Helena Souto (2000: 22-23) refere-se em particular a Jorge Colaço e à importância deste pintor no contexto das estações que vão ser tema do AzLab#17: “Com várias criações deste mesmo  autor, [Jorge Colaço] temos um outro tipo de utilização do revestimento azulejar: as estações de caminho de ferro. Programa de equipamento totalmente novo, fruto da revolução industrial nas suas revolucionárias estruturas de ferro, as nossas estações ao associarem o azulejo produzem o efeito de um panorama: rapidamente, perante os olhos do viajante desfilam lugares, costumes, monumentos, deste país que assim se reinventava.

Em 1915, provenientes da fábrica de Sacavém, efectuou-se a colocação no átrio da Estação de S. Bento, no Porto (cujos trabalhos de construção se encontravam quase terminados), dos painéis de azulejo pintados por Jorge Colaço. As quatro paredes deste vasto espaço foram cobertas com temas heróicos – como a Batalha de Arcos de Valdevez, ou a entrada solene de D. João I vindo do Porto para celebrar o seu casamento -, e cenas quotidianas da região do Douro. Exceptuando a parte superior que apresenta um friso a azul e ouro representando as folhas das árvores da região, por baixo do qual se desenrola uma grande banda policroma mostrando cronologicamente os meios de transporte ao longo dos tempos, todos os imensos painéis de azulejos são pintados a azul sobre fundo branco.

Nas pequenas estações de Vale do Peso e de Castelo de Vide, Jorge Colaço utilizou azulejos de corda seca produzidos pela Fábrica Lusitânia. Em Vale do Peso, são sete os painéis que ornamentam a fachada virada para a via férrea e uma fachada lateral. A azul e branco com cercaduras policromas de motivos florais tratados de forma naturalista, representam um panorama das ruas de aldeia, monumentos, e as actividades da região. Na Estação de Castelo de Vide, idêntica à anterior, apresentam-se cinco painéis também a azul e branco, com cercaduras policromas de folhas e cerejas, que mostram as muralhas e sítios da cidade.”

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Referências bibliográficas:
SOUTO, Maria Helena – “1901 – 1920 Permanências e modernidades na azulejaria portuguesa.” RODRIGUES, Ana Maria (coord.) – O azulejo em Portugal no século XX. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses: Edições Inapa, 2000, pp. 22- 23.

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On rails. The azulejo in the stations


November 11,
 2015 | 18h00 | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa | room 2.1

Books about Stations | Part II
Writing about the railway stations as a completely new equipment resulting from the Industrial Revolution, the researcher Helena Souto highlights the importance of the azulejo decorations and the role played by the painter Jorge Colaço. The azulejo coverings produce the effect of a panorama where the places, traditions and monuments of Portugal are displayed before the eyes of the travelers , giving the image of a country that was being reinvented at the time.

The author continues describing the S. Bento railway station, in Oporto, with azulejos applied in 1915, painted by Jorge Colaço and executed in the Sacavém Factory. The themes privileged heroic topics such as the Arco de Valdevez battle or the entry of the king John the 1st to celebrate his marriage, along with everyday life scenes from the Douro area. All these azulejos were painted in blue and white, except the panels depicting the different transports through history.

Helena Souto also refers the small stations such as Vale do Peso and Castelo de Vide, with azulejos from the same painter produced in the Lusitânia Factory. Both stations have azulejos in blue and white depicting the monuments, the streets and the local activities. However, the frames show a more intense polychromy, contrasting vividly with the figurative painting.

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Bibliographical references:
SOUTO, Maria Helena – “1901 – 1920 Permanências e modernidades na azulejaria portuguesa.” RODRIGUES, Ana Maria (coord.) – O azulejo em Portugal no século XX. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses: Edições Inapa, 2000, pp. 22- 23.